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Dez músi­cas para conhe­cer o Mar­tial Industrial

Existe um grande pre­con­ceito com rela­ção ao Mar­tial Indus­trial. Mui­tas pes­soas asso­ciam as ban­das e músi­cas com movi­men­tos neo­na­zis­tas, exa­ta­mente por tra­ta­rem de temá­ti­cas muito pró­xi­mas e usa­rem os mes­mos sím­bo­los que os nazis­tas. Con­tudo, esta não é uma ver­dade, uma vez que quase todos os gru­pos de Mar­tial Indus­trial fazem ape­nas um tri­buto ao orgu­lho de ser euro­peu. Por isto temos ban­das que, no fundo, ape­nas falam sobre o mili­ta­rismo sem apoiá-lo dire­ta­mente. Veja agora dez músi­cas de Mar­tial Indus­trial, que tal­vez sirva para tirar um pouco deste pre­con­ceito.

10. Rome — Quer­kraft

Uma das gran­des ban­das de neofolk/martial indus­trial, com­bina melo­dias mar­ci­ais com muito folk e refe­ren­cias béli­cas. Inte­res­sante como tra­ba­lho e como banda, vale a pena conhe­cer.

09. H.E.R.R.-The Fall of Cons­tan­ti­no­ple

Pode­ria ser sim­ples­mente a tri­lha sonora de algum filme de época ou mesmo um tri­buto a gran­des docu­men­tá­rios do gênero, é um tra­ba­lho bonito, quase uma música de fundo a ser usada durante a lei­tura de his­tó­rias de guerra.

08. March Of Heroes — Vic­tory Is Our Fate

A música mili­tar tem diver­sos des­do­bra­men­tos e um deles se apro­xima do neo­clás­sico. O grupo March of Heroes enve­reda por este lado com menos per­cus­são e muito mais melo­dias com corais, vozes e ins­tru­men­tos quase eté­reos. Um tra­ba­lho bonito e ele­gante.

07. Arditi — Reli­gion of the Blood

Um grupo que abusa dos metais e das per­cus­sões para criar músi­cas que se asse­me­lham a mar­chas, cha­mando seus sol­da­dos para o com­bate. O grupo já par­ti­ci­pou nas músi­cas “1651” e “Death­march” do grupo de black metal Mar­duk.

06. Tri­a­rii – Impe­rivm

Os tri­a­rii eram sol­da­dos roma­nos de alta capa­ci­dade com­ba­tiva, que luta­vam quando as outras for­ças de ata­que falha­vam. O Tri­a­rii se pauta em mui­tos aspec­tos his­tó­ri­cos para com­por suas músi­cas, colo­cando vozes que soam quase que como ordens den­tro da música, vin­das de uma enti­dade maior e mais pode­rosa.

05. Puis­sance — Hail the mush­room cloud

O disco “Total Cle­an­sing” é, sem dúvi­das, o melhor disco do grupo Puis­sance, for­mado por Henry Möl­ler, que tam­bém inte­gra o Arditi. Tal­vez a maior dife­rença entre os dois seja a abor­da­gem, muito mais deca­dente e nii­lista neste tra­ba­lho e com um enfo­que musi­cal dife­rente, parecendo-se mais com uma nar­ra­ção de um epi­só­dio de bata­lha.

04. Storm of Capri­corn — Des Sou­ve­nirs de Pou­dre

Neo­folk, neo­clás­sico e uma per­cus­são bom­bás­tica, mili­tar, forte e melo­di­osa marca o Storm of Capri­corn. Suas melo­dias boni­tas cati­vam o ouvinte logo de cara, mos­trando um lado do mar­tial indus­trial mais “acei­tá­vel” e mais “pala­tá­vel”.

03. The Days Of The Trum­pet Call – Viri­ato

Grande banda, que faz belos sons neo­clás­si­cos com temá­ti­cas mais mili­ta­ri­za­das, embora os temas deste grupo exal­tem mais valo­res como honra, naci­o­na­lismo e outros.

02. Der Blaue Rei­ter — Main Titles ‘The Chil­dren Of Cher­nobyl’

Um exce­lente tra­ba­lho do espa­nhol Sathorys Ele­north, que tam­bém é líder da banda de ethe­real Nar­si­lion. Ele com­bina sons mili­ta­res com música neo­clás­sica para falar sobre ambi­en­tes devas­ta­dos e sobre os sen­ti­men­tos nega­ti­vos do homem. Seu ultimo tra­ba­lho, “Nuclear Sun”, fala sobre a tra­gé­dia de Cher­nobyl. Muito bonito, com for­tes influ­en­cias de darkwave.

01. Von Throns­tahl — Impe­rium Inter­num

A cereja do bolo, esco­lhida com muita difi­cul­dade. O grupo ale­mão incor­pora as mais dife­ren­tes melo­dias den­tro do gênero, incluindo post-punk. E traz até nós uma música com forte carga his­tó­rica e filo­só­fica, abor­dando temas como a exis­tên­cia, o naci­o­na­lismo, o mili­ta­rismo e outros.

Fabio Melo

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Pro­fes­sor, reda­tor e edi­tor do Ground­cast. Gosta de música, dese­nhos, escre­ver e, acima de tudo, de arte não-convencional. É o dono, pro­du­tor, res­pon­sá­vel e res­pon­seiro pelo blog.


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