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ENTREVISTA: Aethernaeum

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Aethernaeum-04Aethernaeum é uma banda de Folk/Black Metal de Berlim (Alemanha). Com letras que falam sobre espiritualidade, natureza, poesia e romantismo, a banda traz um som coerente e interessante para os amantes do estilo.

Nós conversamos com o fundador Alexander Paul Blake que nos contou um pouco de sua trajetória musical e de como surgiu o Aethernaeum. Confiram abaixo o papo que tivemos com ele.

GroundCast – Para começar, pode nos contar como tudo começou?

Alexander Paul Blake: “Bem, eu faço música por mais ou menos 20 anos e já toquei em muitas bandas dos mais variados estilos. Eu sempre amei Black Metal, mas eu nunca tinha tido uma banda desse estilo antes e foi então que em 2012 eu tive tempo de colocar as minhas idéias em algo nesse estilo. Lancei um disco solo que se chamou ‘Die Rückkehr ins Goldene Zeitalter’ , este material foi lançado com o meu pseudonimo de alexander Paul Blake. Após algum tempo eu fiz com que o projeto se tornasse uma banda, pois eu não queria que as coisas fossem centradas em apenas uma pessoa e por também gostar da idéia de dividir minhas idéias com outros músicos. Nós colocamos o nome de Aethernaeum e lançamos o primeiro (ou Segundo – depende de como você contar) albúm ‘Wanderungen durch den Daemmerwald’ em 2013. Agora estamos de volta para lançar o ‘Naturmystik’.”

GroundCast – Quais são suas influências?

Alexander Paul Blake: “Eu escuto quase de tudo, mas com essa banda eu tento criar algo mais atmosférico e Aethernaeum-05voltado para o Folk Black Metal, dinâmico, com paixão e várias melodias. Eu posso dizer que as principais influências para o Aethernaeum seriam: In the Woods…, Empyrium, Dornenreich, Agalloch, Burzum, Emperor, Wolves in the Throne Room e Moonsorrow, mas acredito que eu tenha feito algo realmente meu, algo que soa como Aethernaeum.”

GroundCast – Esse ano vocês vão lançar o álbum Naturmystik. O que você pode nos contar sobre esse lançamento?

Alexander Paul Blake: “Para mim é o próximo passo da caminha, nós continuamos o que começamos com os outros dois álbuns, mas colocamos coisas novas, como por exemplo uma parte tribal em ‘Der Baumpercht’ ou Post Rock no instrumental que você vai conferir na música ‘Jenseits der Mauer der Schweigens’. As gravações demoraram cerca de um ano para serem feitas, pois os arranjos foram muito densos, acredito que temos aproximadamente 100 linhas de instrumentos gravadas e por essa razão tivemos que nos empenhar muito na mixagem. É um álbum com muitos elementos para serem ouvidos, você terá que ouvir além da superfície e acredito que demorará para que fique enjoado. Recomendo ouvir com headphones!”

GroundCast – Existe algum conceito por de trás das músicas, algo que gostariam de contar? 

Alexander Paul Blake: “Não é um álbum conceitual com uma estória continua, mas como nos lançamentos anteriores, as músicas lidam com a natureza, espiritualidade e o auto-descobrimento. Eu tento criar letras que criam imagem na mente dos ouvintes, mas também algum mistério. Não quero ser específico, é como poesia, por assim dizer.”

GroundCast – O que o nome da banda significa para vocês e como ele reflete nas músicas?

Alexander Paul Blake:“O nome junta as palavras ‘Äther’ (palavra alemã para Éter) e Athenäum, que é o nome de uma revista que foi publicada há mais ou menos 200 anos na Alemanha (período do Romantismo). Sou um grande admirador do movimento romântico e isto influência nas letras; O lado espiritual é representado no nome e sei que é um tanto quanto complicado para se pronunciar e lembrar, mas gosto do jeito que soa. Também acredito que uma banda que queira chamar atenção para sua música deve ter um nome difícil. ;-)”

GroundCast – Quais são os planos futuros da banda? O que ouviremos de vocês nos próximos meses?

Aethernaeum-08Alexander Paul Blake: “Nós produziremos um video no fim do mês com Rainer ZIPP Fränzen, ele já trabalhou com bandas como Dimmu Borgir, Leave’s Eys, Atrocity e Faun. Em março de 2016 nós saímos em turnê pela Alemanha com o Dornenreich, que para nós é uma grande oportunidade. Além disso, trabalhamos no novo álbum de nossa outra banda Eden Weint im Grab.”

GroundCast – Estamos na era da internet onde podemos fazer download de praticamente qualquer coisa. Qual a sua opinião a respeito disso?

Alexander Paul Blake: “Veja bem, não podemos voltar no tempo e o que acontece agora continuará a acontecer. Você tem mais oportunidades para que sua música alcance pessoas pelo mundo e isso é algo que só pode ser feito com a internet. A parte ruim é que ficou muito mais difícil ganhar algum dinheiro com venda de álbuns (no caso de bandas que vendem o próprio Merch) e não é pelo simples fato do download ser gratuito e sim porque temos tantos lançamentos acontecendo ao mesmo tempo que se torna impossível se comprar tudo que gosta. No meu ponto de vista os ouvintes o que precisa ser feito é que os ouvintes tenham um pouco de responsabilidade, entender que é necessário que eles apoiem as bandas que gosta e que nem TUDO pode ser gratuito. Eu particularmente gosto de álbuns fisícos, pois um bonito encarte de 60 páginas é algo que eu não consigo por um download.”

GroundCast – Vocês possuem algum projeto que gostariam de compartilhar conosco?

Alexander Paul Blake: “Outras bandas você diria? Como eu mencionei, 4 ou 5 das pessoas que tocam comigo também fazem parte do Eden Weint im Grab, uma banda que é mais Dark Metal/Gothic Metal com letras em alemão e uma pitada de horror. Vocês podem encontrar vídeos no YouTube ou outras plataformas de streaming. Possuímos o Winter Solitude Estúdio aqui em Berlim, onde produzimos outras bandas.”

GroundCast – Muito obrigado pela entrevista, agora o espaço é seu para dizer algo para nossos leitores.

Alexander Paul Blake: “Agradeço imensamente a todos que lerem isto e espero que vocês nos deem uma chance e escutem nossas músicas não importanto a plataforma. 😉 Thanx and stay tuned.”

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