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ENTREVISTA: Ashtar

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a2217566361_10Ashtar é uma banda de Black/Doom metal da Suíça. Banda formada por Witch N. (ex-shEver) e Marko Lehtinen (Phased) a banda trás um som muito bem produzido e coeso. Com toda certeza irá agradar os fãs do estilo. Com seu primeiro álbum lançado em 2015 (Ilmasaari) a banda bateu um papo conosco que você pode conferir logo abaixo.

GroundCast: Para começar, conte-nos como a banda começou?

Witch N.: Marko e eu começamos a tocar junto em 2012 e rapidamente percebemos que como um casal nós não harmonizávamos apenas no lado pessoal, mas no lado musical também, então foi meio óbvio começarmos a tocar junto. E respondendo o que muitas pessoas podem perguntar: Não, não é um problema estar casada e tocar na mesma banda com o marido.

GroundCast: Quais são as suas influências?

Witch N.: Ambos tocamos em bandas de doom – Phased e shEver – por mais de dez anos, então o elemento doom no Ashtar veio naturalmente. Eu escutei muito black metal, de Venom até Bathory e as bandas dos anos 90 que são conhecidas como a Terceira onda (do Black Metal)(. Acredito que a influência sludge no som vem mais do estilo de tocar do Marko.

Marko: Eu também gosto de música que não tem nada a ver com metal. Alguma coisa pode ser ouvida na guitarra do álbum, um bom exemplo é “Celestial” que tem influência do Shoegaze.

GroundCast: Vocês tem um álbum lançado (Ilmasaari) de 2015. O que vocês podem falar sobre esse lançamento, existe algum conceito por trás do álbum que vocês gostariam de contar?

Witch N.: “Ilmasaari” é finlandês e significa ilha do céu. É um lugar no mar oeste da Finlândia onde Marko e eu passamos os verões em nossa infância. Esse lugar tem um significado especial para nós e a atmosfera de nossas músicas refletem essa magia. Fora isoo não temos muito o que contar uma vez que “Ilmasaari” não é um álbum conceitual.

GroundCast: Ainda falando sobre o álbum, o CD foi lançado em 2015, trazendo um excelente Black/Doom metal e posso apenas acreditar que o próximo lançamento será igualmente bom (quando ele acontecer). A banda existe desde 2012, então por qual motive o CD foi lançado apenas em 2015? Como é o processo de composição do álbum e eu sei que Witch N. era da banda shEver, essas músicas são antigas ou totalmente novas?

Marko: Precisamos de 3 anos, pois quando começamos, começamos do zero. Isso significa que não tocamos juntos anteriormente e não tinhamos uma linha a seguir. Witch N. tinha alguns riffs e letras – mas ainda precisávamos ajeitar tudo antes de começar a gravar ou compor e isso levou tempo. Então começamos com alguns arranjos, ela na guitarra e eu na bacteria, gravamos isso em um estúdio e as linhas de guitarra e baixo fizemos em casa. Em 2014 fomos para o Osa Crypt Studio em Greifensee, Suíça, e gravamos tudo em algumas sessões. Tocamos tudo sozinhos e por isso o Overdubbing foi um pouco trabalhoso. No final mandamos o material para Greg Chandler do Esoteric, ele mixou tudo em Birmigham. Baseado em tudo isso posso afirmar que 3 anos para montar uma banda e gravar não é muito tempo.

GroundCast: Recentemente tivemos um caso com a Amalie Brunn do Myrkur, onde ela teve que bloquear as mensagens em seu facebook, pois estava recebendo muitas mensagens ameaçadoras e agressivas. Eu sei que não é algo recente que as mulheres são tratadas com preconceito na cena metal, sabendo que Witch N. veio de uma banda que originalmente era só de mulheres, gostaria de saber se ela sofreu algum preconceito por ser mulher e se o Ashtar teve algum problema pelo mesmo motivo?

Witch N.: Felizmente não recebi nenhuma mensagem do tipo, mas eu sei como é ser mulher em uma cena que é dominada por homens. Isto não é apenas negativo, embora quando eu comecei a tocar baixo com o shEver eu escutei coisas como “ela só é bonitinha, mas não consegue tocar baixo”. Essas opiniões sumiram quando nós começamos a tocar e “cantar” – e como você sabe, eu não tenho uma voz de elfa. Não posso negar que existe uma vantagem em ser mulher nessa cena, pois você ganha mais atenção no começo e eu gosto de ouvir outras mulheres virem após o show e me dizer que ficaram impressionadas com a minha voz. Acredito que isto vem mudando, mais e mais mulheres estão ativas nessas cena e muitas são realmente talentosas e mais e mais as pessoas estão percebendo que nos palcos somos todos iguais.

GroundCast: Estamos na era da internet, lugar onde tudo posse ser baixado, o que vocês pensam sobre isso?

Marko: Não acho que isso seja uma má idéia como um todo – eles estão “roubando” música dos outros, como muitos dizem. Claro que você prefere que pessoas paguem pelo o que você faz, comprando um vinil, um CD ou uma fita – e nós sempre o fazemos quando gostamos de uma banda. Do outro lado ser conhecido ficou muito mais fácil, são milhares de pessoas que NÃO comprariam o seu material (ou de qualquer outro artista) ouvindo você, é uma forma de promoção para a banda. Talvez eles digam para seus amigos que escutaram uma banda legal chamada Ashtar e talvez aparecem em um de nossos shows quando tocarmos perto da onde moram.

Witch N.: A verdade é que o que os artistas ganham é realmente muito pequeno – quando nós recebemos algo. Não posso afirmar se essa nova moda vai arruinar a cena musical ou criar novas plataformas para vender música, algo que seja mais rentável para nós artistas. Tempo irá contar e não podemos parar essas evolução.

GroundCast: E serviços de streaming como Spotify?

Witch N.: Sendo honesta, eu não gosto dessas idéias de que o artista está disponível gratuitamente e pode ser compartilhado dessa forma. Pessoalmente eu não tenho uma conta no Spotify – eu gosto de comprar os álbuns das bandas que eu gosto e isso incluí segurar o encarte em minhas mãos.

Marko: Eu também não sou lá muito fã, mas é o mesmo que downloads. Nós não recebemos diretamente dos serviços de streaming, mas se é o jeito que as pessoas nos conhecem, então para mim é válido.

GroundCast: Como é a cena suíça de metal?

Marko: Não é muito diferente da dos países menores na Europa. Temos ótimas bandas como Triptykon, Bölzer, Zatojrev e Rorcal, mas não tantas como países maiores como a Alemanha. Nós vivemos em Basel, uma cidade de 170 mil habitants, então é um pouco pequena se entende o que quero dizer. Não temos muito espaço para tocar aqui, todo mundo conhece todo mundo – é legal, mas pode ser bem tedioso ao mesmo tempo.

GroundCast: Quais são os planos futuros da banda?

Marko: Nós estamos tocando por aí e no outono desse ano planejamos criar novo material. Talvez no próximo verão ou outono entramos em estúdio e talvez no começo de 2018 teremos um segundo álbum.

GroundCast: Como você definiria o Ashtar?

Witch N.: Ashtar é um império de um livro de fantasia. Os habitantes desse lugar rezam para o deus da tempestade e a deusa das estrelas. Originalmente Ashtar ou Attar é o deus is an empire in a fantasy novel that I am currently writing. The inhabitants of this empire pray to a storm god and a goddess of stars. Originally Ashtar or Attar é o deus da estrela da manhã na mitologia semita occidental. Ele é comumente referido como “Aquele que é corajoso em batalha”. Marko leu meu “roteiro” e ele meio que veio com a idéia do nome. Para algumas letras do nosso primeiro álbum (Ilmasaari) são inspirados por personagens e cenas desse livro. A nível de curiosidade: nós não temos nada a ver com a seita extraterrestre de mesmo nome

GroundCast: Obrigado pela entrevista, agora o espaço é de vocês para falar algo a nossos leitores.
Witch N.: “The stars enlighten our path” – even in the darkest of nights, there is light and a road to follow… (As estrelas iluminam nosso caminho) – mesmo nas noites mais escurar, existe sempre uma luz e uma estrada para seguir…)

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