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Kaledon é uma banda interessante de Power Metal vinda da mesma terra do Rhapsody of Fire. Contudo, seguem uma linha mais direta, com uma musicalidade que flerta com o heavy metal mais tradicional em muitos momentos. A gente fez uma entrevista bem bacana por e-mail com Alex Mele, guitarrista e principal compositor da banda.

Groundcast: Para começar, pode nos contar um pouco da história da banda, pois acho que talvez alguns por aqui não a conhecem.

Alex Mele: Olá, obrigado pela oportunidade e pelo espaço no seu site. Bem…o Kaledon começou no fim de 1998. Depois de pouco tempo, gravamos uma demo. Começamos a tocar em todo o lugar e foi assim que a história começou. Mudamos muito de formação, e claro que tivemos os mesmos problemas que muitas bandas têm, mas, nesse tempo, lançamos nove álbuns, uma coletânea e um ao vivo (somente em versão digital) e fizemos muitas turnês pela Europa, então, isso é o Kaledon.

Groundcast: Quais são as suas influências?

Alex Mele: De Vivaldi a Slayer, hahahahahaha. Não, falando sério, a gente escuta de tudo e temos muitas influências. Cresci ouvindo Queen, Iron Maiden, Deep Purple, Black Sabbath, e toda música boa. Os outros caras escutam coisas um pouco mais pesadas, mas que no final resultam no nosso som.

Groundcast: Antes do lançamento de Carnagus – Emperor of the Darkness tivemos em 2014 o Antillius: The King of the Light . O que mudou na banda nesses três anos e como você poderia descrever a progressão que tiveram?

Alex Mele: Primeiramente, temos dois novos membros na banda, o vocalista Michele Guaitoli e o baterista Manuele Di Ascenzo. O nosso antigo vocalista saiu depois do lançamento do Antillus e, por conta disso, não houve turnê desse trabalho. Já no final de 2014 e começo de 2015 praticamente escrevi 75% do novo álbum, mas isso foi muito complicado, pois fiz as músicas sem saber quem as cantaria. A musicalidade ficou muito diferente, mas o resultado final parece fantástico. Não posso esperar para sair em turnê novamente, estou muito empolgado para voltar para a estrada.

Groundcast: Fale um pouco para a gente sobre este novo disco, o que os fãs podem esperar?

Alex Mele: Uma porrada na orelha! Ahahahahahh. Bem, as novas músicas são mais pesadas, mais fortes, mais agressivas. Então, espere alguma coisa bem metal, eu realmente espero que vocês curtam o trabalho.

Groundcast: Vocês tocam Power Metal e não preciso dizer que uma das maiores bandas do gênero vêm do país de vocês, a Itália. Como vocês fazem para não soarem como o Rhaposdy, mas ainda sim ficarem dentro do mesmo estilo?

Alex Mele: A gente sempre tenta fazer alguma coisa diferente. Claro que a gente ama Rhapsody of Fire e fizemos uma turnê europeia com eles em 2012, mas neste momento em particular somos diferentes deles. Eles ainda tocam um som muito poderoso, mas o Kaledon agora é mais moderno, mais 2017…. Espero que entendam o que quero dizer. Rhapsody of Fire criou esse estilo em 1997 e por essa razão eles podem fazer o que bem quiser e nós, por outro lado, queremos sempre inovar.

Groundcast: Como foi o processo de criação do último álbum, você primeiro pensa em uma história que gostaria de nos contar e depois faz as músicas em cima dela ou faz alguma outra coisa?

Alex Mele: Então, todos os nossos trabalhos são baseados numa história de fantasia que eu escrevi em 1997. Fiz um romance de seis capítulos e os seis primeiros discos foram baseados nesses capítulos, um para cada. Depois disso comecei a contar a mesma história, mas de pontos de vista distintos. Em 2013, fizemos um álbum sobre Altor, o rei ferreiro, em 2014, sobre Antillus, o rei de Kaledon e agora sobre Carnagus. Mesma história, diferentes pontos de vista.

Groundcast: Pelo menos para mim, eu sempre ligo power metal com jogos de RPG de tabuleiro e eletrônicos, além de livros e seus fãs gostam disto? Eu pessoalmente já joguei Dungeons and Dragons por muitos anos.

Alex Mele: Eu NUNCA joguei RPG huahauhauahuahau. Desculpe-me. 🙂

Groundcast: Creio que a arte da capa é algo extremamente importante para a banda, você tem algum artista favorito para fazer as artes ou cada álbum tem o toque de um artista diferente?

Alex Mele: Tivemos muitos artistas trabalhando conosco no passado, mas agora Jean Pasca Fournier é o melhor que pude encontrar. Ele faz exatamente aquilo que está na minha cabeça! A capa perfeita. Eu simplesmente mando para ele uma descrição curta da cena que quero e ele faz.

Groundcast: A banda tem quase 20 anos, como vocês se mantém na ativa por tanto tempo, visto que vocês mantem a mesma formação desde 1998?

Alex Mele: O que posso dizer… amor… paixão… força de vontade… com toda certeza não é pelo dinheiro hahahaha

Groundcast: Como você vê a evolução da banda até agora?

Alex Mele: Vejo um lindo bebê que tem se tornado um adulto forte e maduro. Realmente eu vejo isto.

Groundcast: Estamos na era da internet e vocês sabem como é fácil baixar qualquer coisa. Em países como a Alemanha – que é estrita quanto a isto – muita gente o faz e também muitos recebem punição. Então, o que pensam a respeito disto, desta “liberdade” que a internet nos dá de compartilhar as coisas e sobre serviços de streaming como o Spotify?

Alex Mele: É a morte para a música, Você pode ficar popular mais facilmente, isso é verdade, mas, por outro lado, você também não consegue vender álbuns, então isto mata tudo.

Com poucas vendas há também poucos pedidos de shows e isto fica pior a cada ano.

E também as pessoas vem perdendo o interesse pela música em seus formatos digitais.

Não consigo imaginar um álbum sem um encarte, para mim são como itens de colecionador, mas infelizmente a nova geração pensa diferente, ela está na era da internet. Realmente espero que as coisas mudem num futuro próximo ou talvez não tenha nenhum futuro para a gente.

Groundcast: E como anda a cena na Itália?

Alex Mele: A cena por aqui é fantástica! Um monte de bandas e músicos excelentes, nada muito diferente de outros países… A gente arrebenta!

Groundcast: O que vocês planejam para o futuro da banda?

Alex Mele: Queremos tocar o máximo possível. E claro, novas músicas estão por vir, mas, neste momento, a prioridade é voltar à estrada, então, nos vemos por aí…

Groundcast: Muito obrigado por esta entrevista. Agora você pode dizer alguma coisa para os nossos leitores.

Alex Mele: Muito bem, queria agradecer novamente pela oportunidade e espero ver vocês de novo. A mensagem mais importante que posso mandar é: Por favor, COMPREM a música, seja ela em formato físico ou digital e não usem de meios ilegais para consegui-la. Isso vai ajudar e muito a nossa amada música.

Até mais ver.

Alex Mele.

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