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Entrevista com o In the Silence

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 O grupo americano IN THE SILENCE tem uma sonoridade muito diferente do que se espera para uma banda de prog metal. Trazendo elementos que incluem rock alternativo, metal e outros gêneros. Entrevistamos o vocalista e guitarrista Josh Burke.

Para começarmos, conte-nos a trajetória da banda.

In the Silence 3Bom, eu vim com o nome que temos hoje, isto em 2003, se não me engano. Dennis e eu tocamos juntos em uma banda chamada Aetheria, com uma sonoridade mais voltada ao gothic metal com vocal feminino.  Começamos a procurar outro vocalista, uma vez que a anterior tinha saído. Decidimos então mudar um pouco o direcionamento, mas inicialmente nada se materializou. Passamos por algumas formações e até mesmo fizemos alguns shows, com formações diferentes da atual. Então a banda acabou e por volta de 2006 conhecemos Niko. Ele escutara algumas de nossas demos e ficou interessando em tocar conosco, mas eu estava farto do In the Silence e, por essa razão, fui a Los Angeles com meu amigo Azeron tocar um projeto totalmente diferente. Estava escrevendo muito nessa época e algumas coisas foram usadas no In the Silence, especificamente Endless Sea e All the Pieces. Em 2007, voltei a Sacramento e recomeçamos a banda. Conversei com Niko e, após alguns testes, Dennis estava de volta. Além de tocar conosco, ele também nos ajuda com toda a parte que um empresário deveria fazer e, enquanto não encontramos alguma gravadora, ele ainda ocupará este posto. Em 2009 Nate assume as guitarras e mais para frente acrescentamos uma tecladista, Maureen Rhines, que já tinha tocado comigo no Aetheri. Infelizmente ela saiu em 2010 por motivos pessoais e em 2011 gravamos nosso primeiro CD “A Fair Dream Gone Mad”. Agora em 2013, Biagio Guadangolo assumiu os teclados e Jerek Tatarek toca Guitarviol em algumas músicas.

Quais são suas influências?

Eu ouço muita música, mas algumas bandas que realmente me influenciaram são com certeza OPETH, MY DYING BRIDE, TYPE O NEGATIVE, PINK FLOYD, e mais recentemente KATATONIA, PORCUPINE TREE, até mesmo alguma coisa de old gothy pop dos anos 80 como THE CURE, SISTERS OF MERCY e DEPECHE MODE, além de DEAD CAN DANCE. Claro que tem muito mais. Aprendi guitarra lendo os livros de tablatura do METALLICA na adolescência. Gosto de guitarristas de bom gosto como David Gilmour, Slash e Mikael Akerfeldt, caras que podem colocar sentimento naquilo tocam.  David Gahan do DEPECHE MODE, Brendan Perry do DEAD CAN DANCE, Maynard e Mikael Akerfeldt estão no meu top 10. Dennis está aqui comigo enquanto estou escrevendo, então aqui estão algumas das suas influências…

Dennis: Como baixista tenho influências de THE CURE, CHRISTIAN DEATH, IRON MAIDEN, CRADLE OF FILTH, SEPULTURA e Steve DiGeorgio quando tocava no DEATH.

In the Silence 4Em 2012 vocês lançaram o album “A Fair Dream Gone Mad”. Conte-nos como foi a aceitação deste material?

Teve uma boa aceitação, fui rapidamente surpreendido com a velocidade com a qual as pessoas me mandavam mensagem, quer dizer, nós nem ao menos tivemos um divulgação, algo que realmente promovesse o álbum. Lançamos de forma independente, colocamos no TuneCore e em seguida no BandCamp. Muitas pessoas ouviram e tivemos até um review no MetalStorm, o que nos rendeu um contato com a Intrometal Management que trabalhou em conjunto com a Sensory Records para re-lançar o álbum em 2013.

Fale um pouco sobre o conceito do álbum “A Fair Dream Gone Mad”, sobre o que são as músicas, é um álbum conceitual, a arte da capa é ótima, qual a conexão entre a arte e as músicas?

Bem, honestamente, não há um conceito específico para o álbum. Nós só gravamos as músicas… algumas tinham sido escritas antes da banda se juntar. Mas existem alguns temas consistentes nas letras… transcendência, superação de medo e perda, esforço em ver beleza em um mundo enegrecido. Então, quando o álbum estava pronto, surgi com o nome. A ideia era sobre a vida como conhecemos hoje, o mundo que vivemos, então veio o nome de “Um Mundo Bom Que Ficou Louco” [NT: A Fair World Gone Mad no original]. Perdemos nosso caminho no mundo e estamos tentando achá-lo novamente. Tínhamos esse sonho lindo e agora está completamente fodido! É meio que sobre a perda da inocência e o desejo da maravilha e a beleza da vida como realmente é.  A arte do álbum foi então feita por Nacho Galacho, um artista da Espanha meu amigo Malcolm, da banda Kaura (ótima banda por sinal, confiram!) tinha me contado. É apenas a interpretação do sentimento do álbum e isso funciona. Nós amamos isso!

In the SilenceConheci a banda lendo em algum lugar “para fãs de GREEN CARNATION e KATATONIA”, com toda certeza isso me chamou a atenção, devo dizer que o som de vocês tem algo realmente diferente, como vocês costumam compor, existe um compositor principal?

Eu faço boa parte das músicas e escrevo as letras, mas todos contribuem, Niko me ajuda muito a dar forma, Dennis dá ótimas sugestões nos arranjos. Algumas coisas simplesmente surgem, nós começamos a tocar e as coisas vão se encaixando. Agora temos o Biagio e ele tem boas ideias e já estamos escrevendo músicas para o novo álbum e creio que será muito melhor, pois agora temos mais confiança.

Eu sei que é cedo pra dizer, mas nós teremos algum material pro próximo ano? Quais são os planos futuros da banda?

Estamos trabalhando em material para o próximo álbum agora e está quase escrito. Espero começar a gravar na próxima primavera [NT: no nosso caso, seria o nosso inverno]. Se for possível lançar o próximo álbum ano que vem, iremos, mas só o tempo dirá.

Você vive de música de forma direta ou indireta?

Todos da banda gostariam disso, mas ainda é um sonho distante, mas claro, esperamos que isso se concretize um dia.

In the Silence 2Estamos na era da internet, onde todos podem fazer download de música com um clique. O que você pensa disso?

Por outro lado, isso é ótimo, faz com que seja fácil de pegar música e seja possível se promover. Ainda assim, ao mesmo tempo, fica difícil de colocar um preço. Queria que em parte isto fosse diferente. Gravadoras costumavam ter muito dinheiro pra gastar e você podia ter um grande avanço com um álbum, largar o trabalho e apenas fazer música… ao menos, essa é a fantasia! Hoje em dia é um pouco mais difícil, mas sobre tudo, acho que a internet é uma coisa boa pra músicos e fãs.

Qual a opinião de vocês sobe serviços como Spotify (ou outros serviços que vocês conheçam), acreditam que eles são a solução para os downloads ilegais?

Acredito que esses serviços de streaming serão um grande aliado na indústria da música, mas infelizmente eles caem no mesmo mal das gravadores, pagam muito pouco ou simplesmente não pagam. Você tem que ter milhões de plays em sua música no Spotify para ganhar algumas centenas de dólares e isso é péssimo. Bandas tem que conseguir viver com seu merchandising e não da venda de álbuns. Eu e Dennis adoramos criar listas no Grooveshark para festas, honestamente eu não estou muito por dentro do Spotify.

Obrigado pelo seu tempo, pela entrevista, agora o espaço é seu pra dizer algo para nossos leitores.

Bom, primeiro, obrigada por apoiar uma banda “nova” como In The Silence! Estamos muito agradecidos por ter pessoas por aí no Brasil interessadas o suficiente em querer nos perguntar questões e ouvir mais sobre a banda. Todos na banda estão realmente ansiosos pelo futuro, por fazer música boa e com sorte fazer um tour pelo mundo! Obrigada Fernando, e obrigada a todas as pessoas que estão lendo isso!

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