ENTREVISTA: Echoes of Gehenna

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Roland Deschain é a mente criativa por trás desse projeto atmosférico. De Berlim o jovem músico já mostra toda a capacidade que tem como compositor e não decepciona com o material que apresenta até o momento. Batemos um papo com ele que foi muito interessante e você pode conferir abaixo.

 

GroundCast:  Para começar, você poderia nos dizer como veio a idéia do projeto “Echoes of Gehenna”?

Olá GroundCast, obrigado pela oportunidade!. A idéia apareceu enquanto eu ainda fazia parte de uma banda antiga chamada Avataria em 2014. Foi muito bom ganhar experiências com eles, ensaiar, tocar ao vivo, mas com o passar do tempo eu percebi que não era o tipo de música que eu queria criar. Musicalmente falando, para mim, não possuía muita atmosfera e quando eu escrevi umas duas músicas para a banda eu rapidamente percebi de que elas não se encaixavam e foi quando decidi fazer um projeto separado.

 

GroundCast: Quais são suas influências?

Toda e qualquer música atmosférica: Doom Metal, Black Metal, ambiente e post-rock. Eu comecei a descobrir o metal com Opeth, que no começo tinha uma atmosfera mais sombria e com isso fui guiado ao Katatonia (antigo), Swallow the Sun e Shape of Despair. Mono, Alcest, Darkspace e Wolves in the Throne Room apareceram mais tarde e ainda são minhas grandes influências.

 

GroundCast: Você vem de Berlim, Alemanha. Como é a cena alemã do seu ponto de vista, você poderia dizer prós e contras sobre essa cena que você está inserido?

Eu apenas morei em Berlim e por isso não posso comparer com as outras cidades, mas posso garantir que é uma cena muito viva. Se você gosta de uma banda e quer vê-los ao vivo, acredito que terá grandes chances e vê-los em algum momento. Temos muitos lugares undergrounds que dão muitas oportunidades para bandas pequenas tocarem. E o mais importante, música atmosférica é um sub-gênero pequeno, mas que possuí muitos fãs na comunidade metal alemã.

 

GroundCast: De todos os genêros possíveis, por qual motive você escolheu algo mais atmosférico para seguir como projeto?

Para mim os outros estilos são muito exaustivos criativamente. Já a parte mais atmosférica possuí uma fagulha de originalidade, algo que é importante ser explorado. Fora o que eu sinto tocando esse tipo de música. Pessoalmente eu não me import com técnica, para mim a melodia tem que se encaixar com a letra e passar a mensagem sem se prender a técnica ou estio.

 

GroundCast: No Bandcamp eu encontrei músicas de um “álbum em progresso”, você pode nos falar um pouco desse lançamento e quando ele verá a luz do dia?

Você está correto, eu geralmente coleto diferentes idéias e sentimentos durante o tempo e quando eu acredito ter o bastante, tento colocar tudo em uma música. Algumas vezes é um processo simples e me possibilita fazer uma música do zero em uma semana.

 

Espero que seja lançado esse ano, mas não posso prometer nada. Ainda tenho que  terminar três músicas. Quando terminar tudo eu vou possivelmente regravar em um estúdio para ter uma qualidade melhor no som. O nome do álbum será decidido ainda, possuo algumas idéias, mas nada 100% definido.

 

GroundCast: O que esse projeto representa para você e como o nome se conecta as músicas e letras?

Prieiramente, ele representa o grande espectro do que quero soar. Como um projeto solo (com algumas participações especiais), sou livre para fazer o que eu bem entender e isso foi realmente importante para mim. O mix perfeito seria a unir músicas melancólicas e sombrias que tem um pouco da vibe de doom metal com a friaza do Black Metal. E somado a isso uma mixagem ambiente e com guitarras que lembrem Paradise Lost.

As letras vão mais na direção da frieza do espaço ou realidades sonhadas e porque não entidades primordiais que nenhum homem seja capaz de compreender. Claro que tudo isso é tem inspiração de Lovecraft (já li todas os seus livros e adoro o conceito que ele aborda).

 

GroundCast: Vivemos nos tempos da internet e mesmo países como o que vivemos (Alemanha), que são muito restritos com downloads ilegais, ainda podemos ver que muitras pessoas se arriscam e baixam coisas. Qual a sua opinião sobre isso?

Acredito que não tem como prevenir que as pessoas baixem as coisas hoje em dia. A tecnologia está ai e as pessoas tem que aprender a lidar com ela. Eu não imagino que seja algo ruim, especialmente para projetos pequenos que não vendem centenas de álbuns. Se não me engano a banda Sólstafir deve muito de sua popularidade por causa dessa cultura de compartilhamento. Hoje eles tem um público relativamente grande, mas boa parte foi adquirida porque as pessoas compartilharam as músicas deles.

 

GroundCast: Quais os planos futuros para esse projeto?

Terminar o álbum e talvez fazer uma pequena tour com amigos e músicos convidados. Já trabalho nas últimas músicas e também na capa do disco. Eu não posso dizer muito mais por enquanto.

 

GroundCast: Você tem algum outro projeto que gostaria de compartilhar conosco?

Sim, atualmente faço parte da banda Tru’nembra ( http://tru-nembra.bandcamp.com/ ) que ironicamente não está tão longe do Echoes of Gehenna. Aqui nós somos mais democráticos na hora de escrever as músicas, mas ainda assim fazemos doom black metal (mas menos atmosférico). Se você gosta de bandas como Ahab, my Dying Bride e Katatonia antigo eu diria para ouvir nosso som. Tocamos algumas vezes no ano, mas os shows são normalmente em Berlim.

 

GroundCast: Quais bandas você conhece do Brasil?

Acho que o que ve na minha mente agora é: Thy Light e Helllight. Ambas são muito emotivas e de uma maneira que eu não esperaria de um país como o Brasil. Eu visitei o Brasil duas vezes já e vocês tem uma cena que inclusive tem festvais como o Overload, onde bandas mais atmosféricas tocam. Pra mim isso é sensacional.

 

GroundCast: Obrigado pela entrevista e agora esse é o seu espaço para falar algo aos nossos leitores.

Obrigado pela oportunidade, não existe realmente muito que dizer, mas espeo que vocês ouçam meus projetos e apreciem. Muito obrigado.