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ENTREVISTA: Infinitas

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Conversamos com Selv Martone, guitarrista da banda Infinitas da Suíça. Em um papo descontraído ele nos contou um pouco da trajetória de sua banda e um pouco do álbum de estréia da banda. Para quem gosta de heavy metal é uma boa pedida.

GroundCast: Você poderia no contar como a banda começou?

Piri e eu tocamos juntos em uma banda de rock desde 2005. Então começamos um projeto mais voltado para o metal, que é a nossa verdadeira paixão.

Queríamos criar algo extraordinário e investir mais nesse projeto. Em 2009 a coisa começou a tomar forma no que hoje é o Infinitas. A nossa antiga banda de rock não está mais na ativa, mas continuamos bons amigos.

Desde o começo nós sabíamos o que queríamos, violino ao invés de uma segunda guitarra e uma vocal feminina que tivesse uma voz agressiva.

GroundCast: Quais são as suas influências?

Posso citar algumas que nos inflienciam dentro do grande espectro de bandas que gostamos: Children of Bodom, Opeth, Wintersun, Iron Maiden, Kreator, Amorphis e Ensiferum.

GroundCast: A banda tem um EP de 2015 chamado “Self-Destruction” e um álbum chamado “Civitas Interitus”. Vocês podem dizer o que mudou na banda entre esses dois lançamentos?

Exceto pelo line up, nós não mudamos muito. Nos mantivemos focados no que queríamos e no estilo que queremos tocar. Diria que o primeiro álbum é uma continuação do EP.

GroundCast: Fale um pouco do primeiro álbum, ele é um disco conceitual, gostariam de dizer algo com as músicas, tanto com letras quanto com a melodia?

Todas as músicas da banda (exceto por intros e outros) levam nomes de demônios. Decidimos seguir essa linha logo do começo. Queremos ser flexíveis quanto ao conceito, mas que trouxesse algo poderoso e consistente. Demônios são perfeitos para isso, cada um tem suas próprias características e podemos falar sobre independente do período que retratamos.

Também queremos mostrar que nem sempre eles (demônios) são sempre os vilões. Nos dias de hoje muitos podem ver eles como “fantasmas” o que não é necessariamente bom ou mal. E para deixar claro, não somos cultistas ou satanistas e somos netros quanto a religião.

Com nosso primeiro álbum nós expandimos esse conceito. “Civitas Interitus” significa Cidade da Destruição em latim. Inventamos uma cidade medieval chamada “Lunatris” que começa a ser assombrada por demônios e destruída. No disco nós seguimos o passo do protagonista da história quando ele passa pela cidade e desesperadamente procura por ajuda. Ele é o único sobrevivente desta trágica noite. Cada música é um lugar diferente da cidade, que você pode ver representado no encarte.

GroundCast: Como funciona o processo de composição da banda e como vocês podem comparar o processo de composição do primeiro EP para o álbum e qual evolução enxergam em sua música?

 Bom, sou o compositor principal da banda. Primeiramente componho algumas melodias (guitarra, violino, etc). Então mostro para a banda e a composição começa a tomar forma. Piri e eu trabalhamos na bateria e experimentamos bastante para conseguirmos a batida ideal. Os vocais normalmente deixo na mão da Andrea, ela tem um feeling muito bom para melodias. Andrea, Piri e eu escrevemos as letras.

É difícil o que mudou na composição, talvez algo aqui e ali e quanto as músicas, elas já eram parte de nosso repertório quando produzimos o primeiro EP (se referindo as músicas do primeiro álbum). Acredito que nosso novo material é mais individual.

GroundCast: Pesquisei um pouco e o site metal-archives diz que a banda foi criada em 2009. Por qual razão foram necessários 6 anos para lançar o primeiro material?

Essa é uma boa pergunta, o que estávamos fazendo todo esse tempo? Parece bastante tempo, mas nós sempre estivemos ocupados. A banda foi fundada em 2009, mas o line up só foi complete em 2010 e em 2011 começamos a tocar em alguns lugares. Infelizmente após um ano a nossa vocalista Isabelle deixou a banda e Andrea se juntou a nós em 2013 e então começamos as gravações do EP.

Durante a produção do EP tivemos muito o que aprender, pois o produzimos praticamente sozinhos e isso contribuiu para mais atrasos. Lançamos o EP “Seld-Destruction” em 2015 e já começamos a trabalhar no álbum “Civitas Interitus” e com o conhecimento que ganhamos conseguimos agilizar o processo.

GroundCast: Quando eu penso em Suíça – referente a metal – alguns nomes como   Celtic Frost/Triptykon, Eluveitie e Mirrorthrone aparecem na minha mente. Como é a cena metal daí, o que você acredita que poderia melhorar?

Suíça é um paraíso para o metal, temos muitas bandas com músicos extremamente competentes. A cena é muito unida e se quiser podem ver em nosso site que temos uma lista com as bandas que gostamos: http://www.infinitasband.ch/infinitas-friends.html

GroundCast: Vivemos na época da internet, onde você acha quase praticamente tudo para download. Qual a sua opinião a respeito?

 Acredito que hoje em dia as pessoas baixem menos do que há 10 anos, pelo menos é o que vejo ao meu redor. A ideia de serviços de streaming é muito boa, mas a parte ruim é que você precisa de uma tonelada de pessoas ouvindo suas músicas para que você ganhe algo com elas. Provavelmente muitas pessoas não fazem idéia do quão pouco bandas pequenas lucram com isso e por isso eu digo, se você gosta de uma banda você deveria comprar o merchandising diretamente com eles se possível.

 

GroundCast: O que o nome Infinitas representa para a banda?

 

Infinitas é latim para eternidade – e as nossas músicas são infinitamente longas. 😊

 

Agora sério, acredito que o nome expressa nossa criatividade e como tentamos fazer o nosso melhor.

 

GroundCast: Você conhece alguma banda do Brasil?

 

Sepultura e Soulfly. Arise é o meu álbum favorito do Sepultura.

 

GroundCast: Obrigado pela entrevista, agora o espaço é de vocês para dizer algo aos nossos leitores.

Obrigado pela entrevista e eu gostei muito das perguntas, quero também agradecer quem ler até o final e convidamos vocês a visitarem nossos site (https://infinitasband.ch)  e curtirem nossa página no facebook (https://facebook.com/infinitasband/).

Agora fechem os olhos e ouçam nossa música, hell yeah!

 

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