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HATEFULMUDER: Entre­vista com Renan Ribeiro

Sau­da­ções lei­to­res do Ground­cast. Fize­mos uma entre­vista com Renan Ribeiro gui­tar­rista do grupo cari­oca HATEFULMUDER. Eles são uma grande reve­la­ção do metal cari­oca, apa­re­cendo com a música “Black Chap­ter” na com­pi­la­ção do Ground­cast, que pode ser bai­xada neste link.

GROUNDCAST Como exa­ta­mente, come­çou o Hatefulmurder?

RENAN RIBEIRO: Sau­da­ções ami­gos do Ground­cast! O Hate­ful­mur­der sur­giu em mea­dos do 2008. Quando eu, junto do Ernani Hen­ri­que (baixo) e o nosso ex-baterista, dei­xa­mos uma banda onde tocá­va­mos nessa época e opta­mos por criar o nosso pro­jeto. Felipe Lameira era pro­du­tor nesse período, já éramos ami­gos e nos conhe­cía­mos e ele aca­bou assu­mindo o posto de voca­lista um pouco depois.  Com o line-up com­pleto, come­ça­mos a escre­ver as músi­cas, já com a men­ta­li­dade de gra­var uma demo e ini­ciar os shows. A par­tir daí, no mesmo ano come­ça­mos a fazer os shows e não para­mos mais. Basi­ca­mente a música extrema nos uniu.

hatefulmurder2011 1024x767 HATEFULMUDER: Entrevista com Renan Ribeiro

GROUNDCAST O tema das músi­cas em geral giram em torno de temas com guerra, por exem­plo, por que disso?

RENAN RIBEIRO: Na ver­dade, não existe bem um tema fixo para escre­ver­mos. Pro­cu­ra­mos retra­tar em nos­sas músi­cas a nossa rea­li­dade. O mundo em que vive­mos e os “mara­vi­lho­sos” fei­tos da huma­ni­dade, se é que me entende (risos).

Somos bra­si­lei­ros, vive­mos numa cidade caó­tica, em uma soci­e­dade onde as pes­soas estão cheias de con­fli­tos soci­ais e psi­co­ló­gi­cos, em um país desi­gual. Não fala­mos sobre fan­ta­sia, len­das ou qual­quer mito. Nossa música reflete a rea­li­dade crua e nua.

GROUNDCAST Quais são as mai­o­res influên­cias da banda?

RENAN RIBEIRO: Seria difí­cil lis­tar uma quan­ti­dade de ban­das. Até mesmo pelo fato de todos ouvir­mos muita coisa, den­tro e fora do Heavy Metal. Tra­ba­lha­mos com um estilo híbrido, faze­mos algo entre o Thrash e o Death Metal.

Pro­cu­ra­mos adi­ci­o­nar ele­men­tos que dei­xem nossa música mais ampla den­tro da pro­posta. É melhor dei­xa­mos o ouvinte tirar as pró­prias con­clu­sões (risos).

GROUNDCAST Vocês já gra­vam uma demo e um EP até agora e em breve pre­ten­dem lan­çar o debut, vocês acham que evo­luí­ram com essas gra­va­ções anteriores?

RENAN RIBEIRO: Na ver­dade, antes da demo nós lan­ça­mos um Sin­gle no ano de 2009, inti­tu­lado “Extreme Level Of Hate”, que ser­viu como um pon­tapé ini­cial, foi o pri­meiro regis­tro, como uma pre­pa­ra­ção para a demo que seria lan­çada no ano seguinte. Agora res­pon­dendo a sua per­gunta, com cer­teza! Este pro­cesso de evo­lu­ção é algo meio infi­nito, acho que sem­pre apren­de­mos mais a cada dia.

Desde a com­po­si­ção, arran­jos, exe­cu­ção até o pro­cesso de mixagem/masterização final do tra­ba­lho. Vamos sem­pre somando infor­ma­ções, e apren­dendo com pro­du­to­res. E cer­ta­mente temos muito que apren­der. Como disse, é um ciclo evolutivo.

GROUNDCAST O pri­meiro álbum da banda ainda sai esse ano? Vai seguir a mesma linha do EP ou pre­ten­dem ‘expan­dir’ a sonoridade?

RENAN RIBEIRO: A ideia é lan­çar esse mate­rial no final de 2012 ou começo de 2013. Ainda esta­mos tra­ba­lhando muito nos arran­jos de algu­mas músi­cas, esta­mos muito foca­dos nesse pro­cesso de pré-produção, que é fundamental.

Com rela­ção ao dire­ci­o­na­mento musi­cal, vamos expan­dir sim! Porém seguindo a nossa linha, de fato podem aguar­dar um disco muito forte, maduro, pesado, ener­gé­tico, bem aca­bado e trabalhado.

GROUNDCAST Recen­te­mente o Hate­ful­mur­der tocou no Nor­deste, como foi essa expe­ri­ên­cia para vocês?

RENAN RIBEIRO: Foi incrí­vel! Conhe­ce­mos um pouco da cena e da ener­gia dos head­ban­gers do Nor­deste, e real­mente foi mara­vi­lhoso. Mais legal ainda foi ver que mui­tos ban­gers da região já conhe­ciam e aguar­da­vam o nosso show por lá. Foi uma expe­ri­ên­cia sen­sa­ci­o­nal. E esta­mos ansi­o­sos para retor­nar em breve! Eita povo arre­tado da porra!

 

 

GROUNDCAST Como tem sido a recep­ção do público, quando vocês tocam em outros luga­res que não sejam no Rio, onde são mais conhecidos?

RENAN RIBEIRO: A recep­ção tem sido sem­pre muito posi­tiva, temos a inter­net a nosso favor, as pes­soas ouvem as música, entram em con­tato com­pram mate­rial. Isso ajuda muito.

Acre­dito que a gente tenha um público forte nas cida­des do inte­rior da Região Sudeste do Bra­sil. Minas Gerais, Espí­rito Santo e inte­rior do Rio de Janeiro também.

GROUNDCAST A banda tem pre­ten­são em atin­gir um público no exte­rior ou até mesmo fazer algum show fora do país?

RENAN RIBEIRO: Cer­ta­mente! Nós temos um retorno muito bom fora do País, alguns luga­res da Europa, México e Amé­rica do Sul. Inclu­sive nós já temos uma tour sul-americana agen­dada para os meses de Janeiro e Feve­reiro de 2013 agen­dada pela Death­Me­tal Arts, como divul­ga­ção do mate­rial que será lan­çado. Em breve sol­ta­re­mos mais infor­ma­ções sobre o assunto. Aguardem!

GROUNDCAST O Hate­ful­mur­der é uma banda nova por assim dizer, mas os mem­bros tem expe­ri­ên­cia adqui­ri­das em ban­das ante­ri­o­res, isso é o motivo exato para que vocês tenham tanta coe­são quanto estão tocando?

RENAN RIBEIRO: Bem, o fato de já ter­mos certa expe­ri­ên­cia é sem­pre válido, quanto mais baga­gem se pos­sui, melhor é. Porém temos uma rotina agi­tada de estu­dos e ensaios. O que acaba aju­dando muito. Conhe­ce­mos bem o que esta­mos exe­cu­tando e pro­cu­ra­mos trans­mi­tir a mesma sen­sa­ção do disco, somado com a ener­gia que só ao vivo é pos­sí­vel obter.

GROUNDCAST Vocês já pen­sa­ram em fazer algum split de iné­di­tas somente com ban­das da cena carioca?

RENAN RIBEIRO: Seria uma puta ideia, hein!

Temos ban­das muito boas aqui no Rio de Janeiro. Pode­ria ficar até ama­nhã citando as ban­das que são ami­gos nos­sos e fazem um som foda. Quem sabe em um futuro essa ideia não acon­tece? (risos)

GROUNDCAST Falando ainda em cena, como a banda ava­lia a cena do RJ atu­al­mente? Vocês tem con­se­guido espaço para ir tocar, mos­trar o tra­ba­lho e o público com­pa­rece e ajuda?

RENAN RIBEIRO: Como eu disse, temos ban­das no RJ muito boas! Porém a gente pro­cura tocar mais fora do RJ, visando sem­pre expan­dir mais e mais. Mas tocar em casa é sem­pre muito bom, um clima muito foda.

Nem sem­pre o público com­pa­rece em peso, até mesmo por­que a opção de shows/entretenimento em geral no RJ é bem grande. Isso faz com que a galera às vezes fique um pouco dividida.

Temos con­se­guido espaço a cada dia para mos­trar o nosso mate­rial, a galera entra em con­tato pede camisa, cd, per­gunta quando vamos tocar na cidade. A ajuda do público tem sido fundamental!

Links Rela­ci­o­na­dos

http://www.hatefulmurder.com

http://www.myspace.com/hatefulmurder

http://www.reverbnation.com/hatefulmurder

Con­tato: contact@hatefulmurder.com

Vitor Cou­ti­nho

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