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INSIDE WAR — entrevista

Recen­te­mente tive a opor­tu­ni­dade de conhe­cer o belís­simo Thrash Metal da banda Inside War, que é de SP. A banda é nova, for­mada em 2009 e aca­ba­ram de relan­çar seu pri­meiro EP o ‘About Bones, Blood… and Thrash’ que é um ótimo EP, mos­trando toda cri­a­ti­vi­dade dessa nova banda no cená­rio pau­listaEntão vamos a entrevista:


Conte-me exa­ta­mente como a banda se iniciou.

Danilo: Opa, então pri­mei­ra­mente eu me chamo Danilo sou o bate­rista do Inside War, e que­ria agra­de­cer ao Blog Ground­cast e ao Vitor Cou­ti­nho pela opor­tu­ni­dade e pela força. O Inside War meio que come­çou na metade de 2009 com o Renato e com o Gabriel, é até engra­çado falar de como esses dois se conhe­ce­ram, por­que mora­vam um do lado do outro e nenhum dos dois sabiam que ambos cur­tiam gui­tar­ras e metal, só que o Renato já tinha em mente a von­tade de mon­tar uma banda, só que não con­se­guia achar as pes­soas cer­tas, ai como o Gabriel fico empol­gado com a idéia come­ça­ram a criar, um belo dia eu conheci os caras (risos), só que eu nem tocava bate­ria, eu era gui­tar­rista nunca tinha parado pra tocar batera na vida, com algum tempo de ami­zade com os caras o Renato falou “mano, vc vai ser o batera da banda” (risos), fiquei assus­tado e pen­sei “beleza vamos tocar ae” (risos), até ai a banda ficou só no papel mesmo, uns meses mais tarde conhe­ce­mos o bai­xista Mateus Prado numa fila de um banheiro em um bar (risos) con­vi­da­mos ele pra tocar e ele acei­tou, desde então ficou só nós 4 mesmo, Danilo, Renato, Gabriel e o Mateus, seguiu essa for­ma­ção até o final de 2009. Fica­mos bas­tante tempo em estu­dio só ensai­ando somente o ins­tru­men­tal nada de voz, em setem­bro de 2010 resol­ve­mos gra­var um EP só ins­tru­men­tal intu­tu­lado de “War Self” só pra divul­gar na net mesmo, ai depois vimos que fazer show só ins­tru­men­tal não ia ficar tão bem assim, resol­ve­mos cor­rer atras de vocal, conhe­ce­mos o Bruno em um show de uma outra banda dele o Kan­vass, con­vi­dei ele pra ver um ensaio nosso e ele acei­tou viu o ensaio cur­tiu o som e resol­veu dar uma força pra banda, pas­sa­mos as musi­cas pra ele e em 1 ensaio ele lan­çou letra em todos os sons do EP, cur­tiu a banda e resol­veu per­ma­ne­cer e hoje ele é o front­man do Inside War (risos). Regra­va­mos o EP com a
voz inti­tu­lado de ‘About Bones, Blood… and Thrash’ e tamo ai divul­gando sempre.

Como foi o gra­var o pri­meiro EP somente com ins­tru­men­tal e depois regravá-lo con­tando já com um voca­lista, e alguma musica teve alguma mudança?

Danilo: Então, fize­mos mudan­ças bem leves mesmo, por­que como eu não tocava bate­ria pra­ti­ca­mente entrei na banda “vir­gem” de bate­ria (risos) nunca tinha tocado, cri­a­mos os sons e com o pas­sar do tempo ensai­ando e eu fui evo­luindo e apren­dendo umas para­das dife­ren­tes e fui adap­tando aos sons ja cri­a­dos modi­fi­cando algu­mas par­tes mas nada extremo não.

Como é para vocês, o pro­cesso de com­po­si­ção tanto de letras quanto de melodias?

Danilo: É legal falar disso, por­que pra­ti­ca­mente a banda toda curte thrash metal e death metal mas cada um tem um dife­ren­cial, um curte prog metal outro curte jazz, soul, hard­core outro curte hard rock, vio­lão clás­sico, e pra nós esse dife­ren­cial eh ótimo pra com­por não fica limi­tado o pro­cesso de com­po­si­ção, sem­pre tem algo que a gente faz que sai do thrash metal total. Em rela­ção a riffs pelo menos pra nós acho que é um vício não repe­tir demais, a mai­o­ria dos sons do Inside War é meio fora daquela pegada tipo, começo meio e final a gente começa o som e vai embora riffs atras de riffs. As temá­ti­cas das letras são suge­ri­das pela banda como um todo, que opi­tou por falar sobre o lado psi­co­ló­gico da guerra, lou­cura e refle­xos da vio­lên­cia em geral, assim como para­nóia indi­vi­dual e afins. Quem escreve as letras, jun­tando todas as idéias é o voca­lista, Bruno Rysevas.

Vocês lan­ça­ram o EP de forma inde­pen­dente ou estão asso­ci­a­dos a algum selo e/ou gravadora?

Danilo: Então gra­va­mos o EP inde­pen­dente mesmo, o Mateus e o Gabriel que tem noções ae de pro­du­ção que cap­tu­ra­ram os ins­tru­men­tos mixa­ram e mas­te­ri­za­ram o EP.

Sobre os shows, tem tido bas­tante shows por ai em SP? E como tem sido o ‘feed­back’ da galera que vai assistir?

Danilo: Temos feito alguns shows sim, pelo menos uma vez por mês ten­ta­mos fazer alguma apre­sen­ta­ção, mas varia de tempo pra tempo, têm meses que é quase todo final de semana.
Os shows são sem­pre incrí­veis, a galera par­ti­cipa, agita, sobe no palco e dá stage dive, abrem a roda e todo mundo curte junto.

Como todo qual­quer bra­si­leiro head­ban­ger que sabe da cena, sabe os ‘per­ren­ges’ que os músi­cos pas­sam para fazer shows e tal, e ai já tive­ram algum?

Danilo: Tal­vez o maior pro­blema seja que nin­guém da banda tem carro, então temos sem­pre que levar os equi­pa­men­tos de trem e ônibus, o que mui­tas vezes dá um puta tra­ba­lho e can­saço, quando a casa de show é muito longe, ou num lugar “des­co­nhe­cido”. Durante os shows, tal­vez a gui­tarra do Renato (risos), tenha dado alguns pro­ble­mas, com micro­fo­nia e etc, mas nada além disso.

E quais são os pla­nos da banda para esse semes­tre? Pre­ten­dem fazer shows fora de SP?

Danilo: A idéia pra esse semes­tre mesmo é divul­gar bas­tante o tra­ba­lho da banda no caso o EP né, e se rolar shows fora de SP a gente ta den­tro (risos), ape­sar que já toca­mos fora de SP, toca­mos em Poços de Cal­das — Minas Gerais junto com o Fune­ra­tus banda de death metal extremo, ate manda um abraço pro Gus­tavo batera do Fune­ra­tus que con­vi­dou a gente pra tocar lá.

Uma ques­tão que ulti­ma­mente tem se tor­nado cli­chê, porém é muito válida ainda, a inter­net tem aju­dado muito a banda? O que vocês acham sobre os down­lo­ads vs álbum físico?

Danilo: Que­rendo ou não a inter­net ajuda absur­da­mente a banda, por que é um meio pra vc levar o som aos ouvi­dos das pes­soas que moram fora do estado ou ate mesmo fora do país. Mas quando se fala de tra­ba­lho físico as pes­soas mesmo bai­xando da net elas que­rem ter o cdzi­nho ali em casa pra ouvir no som, que por sinal é outra linha de áudio.

Bom Danilo, o Ground­cast, deixa aberto o espaço a você para dei­xar uma men­sa­gem ai para o pes­soal que já ouvem vocês e para quem a par­tir desta venha a ouvir o som de vocês.

Danilo: Opa (risos) a gente é quem agra­dece a opor­tu­ni­dade e a força que o Ground­cast está dando pro Inside War, e que­ria man­dar um abraço pras pes­soas e pras ban­das que apoiam e acre­di­tam na gente, não vou citar nomes se não eu vou aca­bar esque­cendo de alguem (risos) e valeu ae mais uma vez pela força. o/

Para quem qui­ser saber mais sobre a banda e ouvir as musi­cas:
MyS­pace:http://www.myspace.com/insidewarband
Canal You­tube: http://www.youtube.com/user/insidewarthrash
Face­book: http://www.facebook.com/insidewarthrash
Twit­ter: http://twitter.com/#!/insidewar
Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=110247662 / http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=12816452933818867127

Vitor Cou­ti­nho

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2 comments

  1. Beatriz (bião) /

    Essa banda é do Cara­lho. Som fodido dos caras.
    Ado­rei a ini­ci­a­tiva do site, entre­vis­tar uma puta banda da cena under­ground .Essa banda tem tudo pra cres­cer, eles tem todo o meu apoio.
    Agora agra­de­cendo o site e aos orga­ni­za­do­res por terem essa puta ini­ci­a­tiva dando o mere­cido espaço que as ban­das under­grounds mere­cem.
    Valew

    • Olá Bea­triz. Eu agra­deço, em nome de toda a equipe do Ground­cast, pelas pala­vras.
      Nosso intuito é sim divul­gar ban­das da cena under­ground, dando espaço mere­cido a elas, uma vez que falta um bocado disto na net hoje em dia. E pode ter cer­teza que con­ti­nu­a­re­mos assim.

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