[Resenha] Junksista ‎– Promiscuous Tendencies (2018)

01. Monday feat. Essence Of Mind
02. Control
03. Fuck For Love
04. Monster feat. LayZee (formerly of Mr. President)
05. Away With The Fairies
06. Love Makes People Stupid
07. Freak At Heart feat. Emke (Black Nail Cabaret)
08. Ice Cream
09. Burn Your Fucking House Down
10. Bitch This Is My Party
11. Celebration Fornication feat. Noemi Aurora (Helalyn Flowers)
12. Silence

01. Love Makes People Stupid (Psy’Aviah remix)
02. Freak At Heart (Metroland’s art of bleep remix)
03. Celebration Fornication (Flesh Eating Foundation – crush/grind mix)
04. Freak At Heart (Kant Kino remix)
05. Control (Ananel’s Voices vs. At0shima 3rror remix)
06. Fuck For Love (Wasserkraft Manifest remix)
07. Monday (T-Error Machinez remix)
08. Control (Space March remix)
09. Celebration Fornication (Flesh Eating Foundation – shiver/quiver mix)
10. Love Makes People Stupid (Technolorgy remix)
11. Fuck For Love (Nerd Revolt mix)
12. Monday (XMH remix)

Electro / Synthpop, Alfa Matrix

Conheço o trabalho do Junksista desde o High Voltage Confessions e dá para notar uma grande evolução do duo em Promiscuous Tendencies, abraçando o electro com uma cacetada de influências interessantes, como o electro-rock, o EBM, o synthpop e o electro-industrial. Fica complicado dizer exatamente se estamos ouvindo um trabalho de música mais comercial / mainstream ou algo mais voltado ao eletrônico underground, tamanha a qualidade e variedade musical.

Quando ouvi este trabalho pela primeira vez ficou bem evidente que tem umas influências do Die Form, sobretudo pelas temáticas ligadas ao sexo, que são uma constante no grupo, além do trabalho de voz muito bonito de Diana S. (que aliás, foi quem me mandou essa promo, completa, diferente do pessoal da Alfa Matrix, que não mandou os remixes. A gente aqui agradece). Gosto bastante de como as músicas estão bem feiras, com boas batidas, junto de teclados e guitarras que não costumam ser muito comuns em projetos de música eletrônica, dando um toque mais “rock” ao conjunto. A tônica é sobre sexo, mas não aquele voltado a tornar os indivíduos como meros produtos a satisfazerem seus prazeres, mas como atores dentro de uma representação maior. Coisa fina.

O disco conta com algumas participações bem legais, a começar como a primeira música, Monday, feita em parceria com Erlend Eilersten do Essence of Mind, com aquele jeitão de música de pista e excelentes batidas e um vocal masculino com um jeito bem rock industrial. Monster conta com a participação de LazyDee, também conhecido pelo seu trabalho no grupo alemão de eurodance Mr President, com uma voz masculina em estilo hip hop contrastando com uma música muito dançante e muito pesada, com elementos de baixo muito proeminentes. Emke, do Black Nail Cabaret participa de Freak At Heart, música que remete aos próprio BNC, numa pegada bem synthpop, com musicalidade mais melodiosa e muito bonita. Sem esquecer também grande Noemi Aurora, que a gente já entrevistou aqui, na maravilhosa Celebration Fornication, uma música sensual, com uma levada puxada levemente para o rock industrial.

O trabalho se sustenta muito bem nas músicas sem participação. Particularmente gosto muito de Love Makes People Stupid, por ser a música mais simples deste trabalho, quase um synthpop romântico, em contraste com a tônica anti-romantismo da música, com riffs de guitarra numa linha quase metal. Ice Cream é uma música que se aproxima bastante do rock industrial, o que destoa um bocado de todo o conjunto, mas também demonstra a versatilidade do duo em não se prender apenas ao gênero eletrônico.

Tem também um disco extra, de remixes (agradecimentos à Diana por ter enviado para a gente aqui), com excelentes reinterpretações de Love Makes People Stupid, feita pelo Psy’Aviah (que para mim está melhor que versão standard), Celebration Fornication pelo Flesh Eating Foundation, que perde o tom sensual para ganhar força e vigor. Freak at Heart foi transformada numa música de electro-industrial pelos noruegueses do Kant Kino, ganhando uma revisitação que merece uma audição.

No saldo geral, o Junksista conseguiu amadurecer muito neste trabalho, com uma produção caprichada, bom gosto na seleção musical, boa escolha de remixes (embora a repetição de alguns remixes seja um ponto contra), abraçando uma temática sombria e sensual.

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