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EXPO MUSIC: Ner­vosa, sur­pre­en­dendo público em poc­ket show

Nervosaa 300x204 EXPO MUSIC: Nervosa, surpreendendo público em pocket showDomingo, dia 25 de Setem­bro, decidi de última hora que iria na Expo Music, último dia, pro­va­vel­mente o mais lotado, mas ainda assim vazio, pois todos sabem que o Rock in Rio estava acon­te­cendo e isso ine­vi­ta­vel­mente dei­xa­ria o evento um pouco mais vazio.

Decidi ir no espaço Santo Angelo ver as ban­das que iriam tocar, afi­nal, no dia ante­rior o Nitro­minds tinha se apre­sen­tado lá e ainda me lem­bro deles quando come­cei a ouvir Heavy Metal, era uma banda que estava em tudo quanto era pro­grama e tem uma certa fama na cena (ou pelo menos tinha anti­ga­mente), então acre­di­tei que as ban­das que toca­riam no domingo tam­bém tives­sem a mesma qualidade.

Infe­liz­mente che­guei um pouco tarde, pois decidi de última hora e perdi a mai­o­ria das ban­das. Olhei na pro­gra­ma­ção e estava rolando o Skin­cul­ture, aliás quase aca­bando, então não con­se­gui­ria ava­liar a banda de forma pre­cisa ouvindo ape­nas duas músicas.

A pró­xima a tocar era a Ner­vosa e em seguida Claus­tro­fo­bia, bom, Claus­tro­fo­bia a mai­o­ria conhece e sabem a qua­li­dade que a banda pos­suí e se vocês leram nos dias ante­ri­o­res, colo­ca­mos em pri­meira mão o tea­ser do álbum novo deles (cha­mado Peste).

Então fui assis­tir ao show da Ner­vosa, não conhe­cia as músi­cas e já era a pró­xima banda.

Des­co­bri no local que a única exi­gên­cia é que as ban­das só tocas­sem músi­cas pró­prias, o que eu achei muito bom, pois apoi­ava ban­das de som pró­prio, algo que se mos­tra tão des­va­lo­ri­zado no Brasil.

Skin­cul­ture aca­bou e o local con­ti­nuou cheio para ver as 4 garo­tas da Ner­vosa toca­rem, per­cebi que mui­tos não conhe­ciam o som da banda e esta­vam curi­o­sos tam­bém, ainda mais de se tra­tar de uma banda de meninas.

Em meio a pia­di­nhas enquanto arru­ma­vam os equi­pa­men­tos – algo que a banda mos­trou não se impor­tar – comen­tá­rios real­mente ridí­cu­los como “quero ver se sabe tocar mesmo hein” e “o som nem pre­cisa ser bom, já gos­tei da banda” não atra­pa­lha­ram de forma alguma o que estava por vir.

A pas­sa­gem de som foi ali na hora, com todos vendo e era algo que deve­ria ser com a banda sozi­nha, afi­nal a Santo Angelo estava fil­mando as ban­das e o som tinha que sair o melhor possível.

Depois da pas­sa­gem de som, começa o mini show, as meni­nas come­çam com Time of Death, infe­liz­mente o espaço não per­mi­tia que agi­tas­sem do jeito “head­ban­ger” que mui­tas pes­soas estão acostumadas.

A banda de garo­tas traz um Thrash agres­sivo e essa música em si me lem­brou bas­tante Nuclear Assault, o que de forma alguma é algo ruim, mas o jeito, a pegada, estava bem Thrash oitentista.

Todos aplau­dem ao ter­mi­nar a música e foi muito bom ver a cara das pes­soas que esta­vam tirando sarro por ser uma banda com ape­nas garo­tas ficando quieto.

A segunda música foi Invi­si­ble Opres­sion, cujo vídeo do ensaio pode ser visto no You Tube. Fer­nanda Lira, voca­lista e bai­xista exe­cuta muito bem o vocal Thrash antigo, estilo esse que parece ser uma das suas mai­o­res influên­cias. A música é exce­lente para quem curte o estilo, sem dever nada pra nenhuma banda.

Aplau­sos nova­mente para come­çar Mas­ked Betrayer. Até esse momento as 3 músi­cas tinham man­tido o mesmo ritmo, a mesma pegada, mas ainda assim não tinha visto algo dife­rente. Mas algo me dizia que o melhor estava por vir, foi quando a voca­lista anun­ciou a única música em por­tu­guês da banda, Urâ­nio em Nós, e ale­gando que seria dife­rente, um pouco mais moder­ni­nha, mas ainda assim Thrash.

O que espe­rar dessa música? Não sabia o que estava por vir, mas aguar­dei, ansi­oso com a última música anunciada.

A música começa e já des­trói tudo logo de começo, a bate­rista Fer­nanda Terra que­brando tudo e fazendo cair o queixo de mui­tos mar­man­jos que esta­vam por ali. Comen­tá­rios se resu­miam a “nossa, que muito foda” e coi­sas simi­la­res, pois real­mente nada pre­ci­sava ser dito, afi­nal, a música dizia por si só, real­mente impres­si­o­na­ram bas­tante com essa última música, era o que pre­ci­sava para poder dizer que valia a pena ouvir a banda e que não era sim­ples­mente mais uma banda de Thrash no meio de tan­tas outras que temos.

Show ter­mi­nou, saí de lá satis­feito e real­mente, supe­ra­ram minhas expec­ta­ti­vas, o que é bom, pois sou meio chato para ban­das. Após muito tempo ouvindo Heavy Metal se começa a ser mais sele­tivo na esco­lha do que se vai ouvir, e Ner­vosa, com toda cer­teza quando lan­ça­rem um CD, vai estar lá na minha coleção.

Para­béns meni­nas, keep thrashing

Claro e não menos impor­tante, agra­de­cer e dizer que apoio total­mente a ini­ci­a­tiva da Santo Angelo em ter dado espaço para essas ban­das toca­rem. Ponto posi­tivo para vocês.

 

Ner­vosa Line Up:

 

Fer­nanda Lira – Baixo e Vocal (ex-Hellarise)

Prika Ama­ral – Gui­tar­ras e Bac­king Vocal (Lama Negra)

Karen Ramos – Gui­tarra (ex-Illbred, Fuss e Innit)

Fer­nanda Terra — Bate­ria (ex-Food4life, Final Fight, Lyrex)

 

Para conhe­cer mais sobre a banda e entrar em con­tato dire­ta­mente com ela:

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Fer­nando Melo

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Ilus­tra­dor, desig­ner, voca­lista, artista plás­tico e pen­te­lho ans horas vagas. Fã de heavy metal e outras coi­si­nhas mais.


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One comment

  1. Conheço as meni­nas e sei do poten­cial delas (não falo à toa, pois sou o fotó­grafo da banda e tenho acompanhado-as em seus shows). A Ner­vosa já tem feito sucesso em pouco tempo de vida, e só tem a crescer.

    Acom­pa­nhem o tra­ba­lho das meninas!

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