Melhores do Ano, por Fernando Melo

      Nenhum comentário em Melhores do Ano, por Fernando Melo

Aqui vai a minha lista de melhores de 2017, não que eu tenha ouvido muitas bandas esse ano, mas alguns lançamentos me chamaram a atenção e arrumei um tempinho aqui e ali para ouvir.

 

Der Weg einer Freiheit – Finisterre

A banda mais uma vez mostra como se pode tocar Black Metal sem firula e ainda assim não soar mais do mesmo. Finisterre é um grande passo na carreira da banda e mostra como um estilo que está cheio de bandas que caíram na mesmice. Der Weg einer Freiheit dá uma aula em como se fazer Black Metal.

Celeste – Infidèle(s)

E mais uma vez os franceses do Celeste me surpreendem. É uma banda crua em muitos pontos e tudo que fez com que eu admirasse seu trabalho no disco anterior (Animale (s) ) está presente aqui, mas de uma forma que não soa como um copy e paste. Para fãs de Sludge Metal é um prato cheio.

The Great Old Ones – EOD: A Tale of Dark Legacy

É até um pouco difícil para eu dizer o quanto essa banda me fascina. Eles já ganham pontos comigo por suas letras falarem sobre as obras de Lovecraft, mas a banda é simplesmente sensacional. Genial do começo ao fim.

Vallenfyre – Fear Those who Fear Him

Sendo bem honesto eu ando curtindo muito mais o trabalho do Vallenfyre do que do Paradise Lost. Não tentando reinventar a roda, Vallenfyre toca seu Doom/Death Metal com maestria. Fear Those who Fear Him é uma pedrada na orelha para qualquer fã de música extrema.

Leprous – Malina

Não preciso escrever muito, é só ver a quantidade de shows que esses caras estão fazem (e muitos sold out) por aí. Vida longa ao Leprous.

Fjoergyn – Lucifer Es

Ouvi esse disco em um loop infinito por boas semanas. Fjoergyn merece um espaço maior na cena, pois a banda possuí discos muito bons. Para quem gosta de metal em alemão é uma excelente banda.

Impure Wilhelmina –  Radiation

Que álbum bonito, acho que essa é a única coisa que preciso dizer sobre o trabalho deles. Muito superior ao trabalho anterior “Black Honey”. Vale a pena cada minuto.

Vintersorg – Till Fjälls, Del II

Por mais que não seja o melhor trabalho dele, Till Fjälls, Del II cumpre bem seu papel. Ele pisa em territórios que ele já sabe que dão certo, mas o faz de uma forma que ainda soa bom.

 

 

Decepções do Ano

Como de costume eu sempre postos álbuns que me decepcionaram. Lembrem sempre que essa é a minha opinião e não reflete qualidade de gravação, mixagem ou da própria banda em si, são apenas discos que não me agradaram por qualquer motivo.

 

Morbid Angel – Kingdoms Disdained

Pra mim o Steve Tucker não desce, não adianta. Nenhum trabalho dele com o Morbid Angel me soa legal, não importa o esforço que o Trey faça, não importa a composição, parece que o Tucker começa a cantar e a música automaticamente fica uma bosta. Sei que para muitos fãs esse foi álbum é um pedido de desculpas pelo lllud, mas francamente, totalmente passável.

 

Pillorian – Obsidian Arc

Eu ouvi (ou tentei) esse álbum uma única vez, pois não consiga ouvir de novo. Sendo sincero eu quase pulei todas as músicas na metade. Tudo que eu gostava no Agalloch parece que foi jogado no lixo e Obsidian Arc é chato do começo ao fim.

 

Wintersun – The Forest Seasons

Eu nem sei porque eu me dou ao trabalho de ouvir qualquer novo lançamento deles, mas talvez eu tenha a esperança de não ser só blá blá blá.

The Forest Seasons é um marketing muito bem feito, pois eles arrecadaram uma puta grana na campanha de Crowdfounding que fizeram, mas sinceramente apenas mostrou que o problema da banda não é equipamento, não é tempo, não é nenhum dos motivos que eles falam. O disco soa tão ruim quanto o Time I e mostra que a banda é só blá blá blá. Aquela coisa que se tinha no primeiro disco que recebe o nome da banda parece que se perdeu (e mesmo o primeiro disco é bem datado, mas é infinitamente superior a qualquer coisa que a banda tem apresentado). E eu acho triste eles pedirem ajuda aos fãs para conquistarem o sonho de princesa deles que é “ter um puta estúdio fodão em casa” e largar essa parada nas costas dos fãs (que pelas contas deles custaria 750 mil euros – ou na cotação de hoje 3 milhões – esses valores levam em conta terreno, construção, equipamento. Infelizmente eles tem uma fan base que é totalmente cega pela banda (e talvez surda). É muito dinheiro para uma banda com um material tão medíocre.

 

Myrkur – Mareridt

Sendo sincero eu até gosto do primeiro disco da Myrkur, mas o hype que se criou em torno dela é algo fora do comum. Não, ela não é a salvação do Black Metal e por mais que eu ache que ela é muito competente no que faz (competente e não inovadora, ok?), Maredit não respondeu ao hype gerado, é um CD que pra mim soa insonso e irritante. Quem sabe da próxima.