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Melhores do Ano – Lista Marginal

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Hidden Orchestra – Archipelago

 

Hidden-Orchestra-Archipelago


Disparado um dos melhores lançamentos do ano para este que vos fala; é difícil definir o estilo da banda, no primeiro EP eles tinham uma influencia muito specialty de Jazz com poucos elementos “ambient”, já no disco de 2010, evening Walks, há um flerte com ambientações sombrias e have a tendencyências ao darkjazz; e no disco deste ano, já tem algumas passagens sombrias do darkjazz, tal qual há elementos drone e outras ambientações singulares (mais leves) que fazem desse álbum um mosaico inefável de sons muito bem concatenados. Disco lançado pela Denovali information e que possui como grande mérito, o fator agradabilidade sonora, que consegue agradar facilmente ouvidos experientes tanto quanto incipientes (ou mesmo “surdos” LOL). Em meio ao rol dos inúmeros acertos da Denovali, o presente disco certamente é um dos mais destacados de seu catálogo.

dark Ambient/ Darkjazz / Downtempo

Nota: 9.5/10

Bersarin Quartett – II

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A exemplo da Hidden Orchestra, o disco em questão é o segundo full lenght da banda e outro acerto da Denovali information. Besarin Quartett é uma banda com influências conspícuas de Bohren Der club of Gore e The Kilimanjaro Darkjazz Ensemble, os dois nomes proeminentes e fundamentais quando se trata de dark/doomjazz; contudo, os caras nesse trabalho já aprofundam mais em ambientações sombrias e Drones, não relegando o darkjazz de seu primeiro disco, mas dividindo seu espaço com esses dois outros elementos. E essa nova “redivisão sonora”, se é que podemos chamar assim, é bastante acertada e corrobora uma certa identidade à banda.

Excelente trabalho!

darkish Ambient/ Darkjazz / Downtempo

Nota: 8.80/10

Povarovo-Tchernovik

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Mais um disco da Denovali records… (sítio mais recente de meus garimpos sonoros) e só para relatar tamanha coincidência, segundo disco também. Povarovo é uma banda russa que ao contrário da reserva de seus membros, apresenta uma sonoridade bastante consistente, com flertes acentuados com o “triunvirato” dos estilos sombrios:  Darkjazz, Ambient e Drone. Além do mais possuem identidade sonora, nota-se as influências ao mesmo tempo em que se percebe identidade, não é uma mera reprodução. Talvez porque tal estilo seja menos propenso a cópias e ruminações descabidas. Enfim, um disco mais sombrio dentre os aqui apresentados do estilo, mas bastante consistente; válido demais ressaltá-lo.

Resenha econômica… mas já tratei dessa banda em outro post, vejam.

dark Ambient/ Darkjazz / Downtempo

Nota: 8.4/10

Fennesz – AUN – the start and the end of All issues

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Christian Fennesz é um cara bastante respeitado quando o assunto é “reger” os controladores, pianos e demais elementos fornecedores de ambientações minuciosas, minimalistas ou o que desejar… Enfim, o cara já trabalhou com ninguém menos que o lendário Mike Patton e recentemente marcou presença no The Norwegian nationwide Opera do ULver, aliás, que presença!

O presente trabalho é uma OST (unique sound observe) para um brief film de nome AUN; e como o intuito sonoro deve se adequar ao filme, esse trabalho é mais drone com ambientações introspectivas e vez ou outra minimalistas, redundância de minha parte, mas sensacional esse trabalho. Um tí% cd drone/ambient, muito bem “arquitetado”. Válido demais para se ouvir não prestando atenção, como pano de fundo enquanto executa alguma outra atividade que permita preenchimento sonoro.

darkish Ambient/ Drone / OST

Nota:eight.8/10

Trent Reznor and Atticus Ross – The lady with the Dragon Tattoo

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Bom, em termos de pertinência ao escopo de tal lista, esse disco não entraria pelo fator ano de lançamento, por ter sido em 2011, mas como foi no apagar das luzes do ano anterior…

Enfim, outra OST e desta vez com essa dupla destacada, Trent Reznor por conta de seus feitos junto ao NIN e o cidadão Ross, por conta de seu excelente trabalho na OST de The guide of Eli; sendo que essa parceria já rendeu outra excelente trilha em The Social community.

Certamente esse é um dos CDs que mais ouvi neste ano, tem algumas participações especiais, como a do quilt de Immigrant song, que aliás é bem marcante e serviu muito bem à exposição do filme. Com um set de quase três horas, bizarro, mas é isso mesmo! Quase três horas, pra ser mais especifico… ah, quem liga pra isso? O importante é a consistência disso tudo, que sofre alguns pequenos abalos em algumas músicas, mas nada condenável.

Uma sensação deleitosa que tal trilha te proporciona é o ensejo gratuito a revisitar cenas do filme em que a passagem fica marcada pela música daquele momento, e isso vez ou outra sempre ocorre, especialmente nas faixas: “A thousand details” e “one particular second”. Vale ressaltar ainda um outro destaque conspícuo, a faixa 26: “Parallel Timeline With Alternate end result” que é simplesmente sensacional e extremamente viciante.

dark Ambient/ Drone / digital Experimental / OST

Nota:9.0/10

Parov Stelar – The Princess

Parov-Stelar-The-Princess

 

Em meio a uma lista inconvencional que privilegia bandas incomuns e sombrias (conseqüentemente alheias à superfície e pouco conhecidas), tal qual relata trilhas sonoras que geralmente só despertam atenção quando no cumprimento de seus propósitos, e mesmo assim, atenção a essa sonoridade requer alguma vacinação auditiva. Enfim, nós do Groundcast preferimos ser sinceros aos nossos ouvidos e relatar aquilo que curtimos, deixando o convencional e recorrente na acessível e confortável superfície. Mas nem por isso algumas coisas que possivelmente possam estar em tal patamar deixarão de ser relatadas, dado que o a very powerful é a qualidade sonora do subject matter.

Parov Stelar pode ser achado na superfície (hoje), dado o sucesso de seu último disco e os concertos “sold out” em diversas capitais mundiais, decorrentes d’um trabalho bastante consistente que sabe mesclar com maestria épocas e estilos diferentes, fator que culmina num disco agradável, independente dos gostos auditivos. Contudo, o sucesso foi construído ao longo dos discos que, mesmo distintos, apresentavam sempre algo consistente e aqui vemos isso com bastante clareza ao mesclar Jazz, home, Electro and Breakbeat; sempre de maneira inovadora. E não nos esqueçamos que Parov Stelar é um DJ com vasta experiência noturna e que após algum tempo veio a se tornar produtor, sendo que os discos lançados são de sua autoria conjunto à sua banda, The Parov Stelar Band. Vale ressaltar que o cara ainda é o produtor do selo que lança os discos da Parov.

O disco em questão é um disco duplo e um difere do outro consideravelmente. Enquanto o primeiro é mais e sutil e menos dançante;  o segundo já é o oposto, bastante empolgante e com algumas combinações sensacionais, pois juntar os atuais up to date jazz com (alguma vertente) electro a estilos jazzísticos dançantes lá da década de 1930 e fazer algo sui generis com “Propriedade” não é tarefa fácil; é só se deixar levar com os resultados obtidos…

Um achado bastante interessante e viciante, sem duvida alguma um dos discos que mais ouvi neste ano, sendo que neste segundo semestre fiquei extremamente fascinado com a discografia da banda. Extremamente recomendável!

Downtempo / Experimental Electro / Jazz / Breakbeat

Nota: 9.0/10

ULVER – Childhood’s end

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Bom… falar dos Lobos é sempre um deleite único. E tal fator não é devido à grande admiração deste que vos escreve por eles, ainda que em alguns momentos meu lado fã fique bastante evidente; Não obstante, isso é imputado pela própria banda, que sempre aparece com algo surpreendente e de extrema qualidade. É só lembrarmos que uma banda que ajudou a fundar a cena Black metal norueguesa e que posteriormente enveredou por diferentes estilos: Neofolk, darkish Ambient, Drone, Avant-gard steel, etc.; isso elucida um pouco a satisfação de poder relatar alguma coisa acerca deles.

Após esse breve excerto, falemos do Childhood’s end lançado pela Kscope no segundo semestre de 2012. Esse disco, só pra variar é totalmente diferente de tudo que eles já fizeram, a começar pelo fato de ser um disco de covers e o estilo, psicodelia, ser algo com o qual eles não haviam trabalhado previamente. Mas nem por isso, deixa de ser um trabalho unique. Interessante observar que um dos ensejos à produção desse disco, segundo o Garm (Krystopher Rygg) líder da banda, foi revisitar algumas bandas psicodélicas que ele ouvia quando  mais novo, bandas undergrounds dos anos 60 que produziram excelentes trabalhos e que sempre estiveram no “subsolo”, sendo Jefferson aircraft a mais conhecida nesse rol de bandas homenageadas.

O disco traz algumas músicas marcantes: Magic hollow (The Beau Brummels, 1967), up to now (We The people, 1966 – Chocolate Watchband 1968), que inclusive foram as duas músicas utilizadas para a divulgação préby way of ao lançamento, fator que promoveu grande interrogação e surpresa para o que viria, mas como fãs de Ulver, esses dois fatores foram compensatórios, dado que nunca se sabe o que esperar deles. Outras músicas como a do Jefferson plane, nowadays, e “where Is the day gone by” da the U.S. of the us (1968) são destacadas também, principalmente por serem lentas e evidenciarem (ainda mais) a versatilidade do grupo ao terem que lidar com a sensibilidade requerida; ademais, outra música bastante destacada e que alavanca o disco é a “09 – 66-5-4-3-2-1” (Troggs, 1968), facilmente viciante…

Enfim, acho que fui além duma breve resenha de lista de remaining de ano, mas relevem dado minha grande estima por tal banda.

darkish Ambient / Psicodelia / Experimental

Nota: 8.eight/10

E  um ultimo adendo referente ao ano do Ulver… Ulver + Tromso Chamber Orchestra. Novamente, extremamente surpreendente! SENSACIONAL!

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