Os 10 melhores álbuns de 2012

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Outro ano chegando ao fim e chega a difícil hora de escolher os melhores lançamentos do ano. Posso dizer que esse ano para mim foi um ano de novas descobertas no que abrange a musicalidade que possa ser criada. Ouvi muita coisa de 60 e 70, cheguei a passar no jazz do excêntrico Cab Calloway e passei pela genialidade do Robert Fripp com o King Crimson por exemplo. Esse foi um ano também que não fui a nenhum show de bandas internacionais, não que eu curta essa síndrome do underground, mas praticamente dediquei o meu dinheiro a eventos feitos de fãs para fãs. De todo modo, vamos a minha lista dos principais álbuns do ano, claro que não na ordem de importância.

Caliban – I Am Nemesis

1328277531_caliban_-_i_am_nemesis__2012_       Esse foi o primeiro álbum que eu ouvi neste ano. É um álbum totalmente diferente de tudo que esses alemães já tinham feito, conseguiram iniciar o ano superando as minhas expectativas, a começar pela sonoridade tipica do Caliban que tem elementos de metalcore e post-hardcore e que neste álbum contou com alguns toques de black metal, uma combinação totalmente atípica mas que funcionou muito bem.

Baroness – Yellow And Green

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Talvez esse tenha sido o álbum que mais me surpreendeu em todo o ano, a começar que o Baroness até então tinha uma sonoridade sludge peculiar, a ponto em determinando momento as guitarras estarem com riffs bem pesados e em outro momento estarem fazendo uma bridge totalmente desconexa com a música. Enfim, para ouvir esse álbum, eu tive que esquecer tudo que o Baroness tinha feito, porque esse é um álbum que mistura sludge com pop. É um álbum muito bonito, que tem até algumas baladas. Além de ser um álbum duplo com 18 faixas no total. Uma mistura inusitada e total coragem de fazer algo nesse naipe.

Coheed And Cambria – The Afterman: Ascension

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Depois do ótimo ‘Year Of The Black Rainbow’ de 2010, eis que o Coheed And Cambria lança este belo álbum. E bem essa é apenas a primeira parte do álbum, já que a segunda só irá ser lançada em fevereiro do ano que vem. Esse álbum traz a mesma sonoridade clássica da banda só que digamos, revisada. Não deixa a desejar em nenhum momento, mas ainda acho que a segunda parte vai ser melhor que esta.

Parkway Drive – Atlas

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Como era de se esperar, os australianos do Parkway Drive não me decepcionaram em seu novo álbum. Se o anterior ‘Deep Blue’ contava com guitarras extremamente técnicas e entrosadas, nesse álbum a banda chegou a um outro nível que fez esse álbum ficar ainda mais interessante. Sem esquecer do ótimo vocalista, Winston que continua com seu vocal impecável que é ainda melhor ao vivo. Esse lançamento, na minha opinião, é o melhor álbum de metalcore do ano.

The Great Sabatini – Matterhorn

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Sabe aquela banda que você baixa por causa do estilo, capa do álbum ou até mesmo pelo nome? Isso aconteceu com The Great Sabatini, baixei pelos três motivos. Esse álbum é totalmente diferente de tudo que já ouvi quando o assunto se relaciona com post metal, primeiro porque há influência de sludge, mas também tem influência de black metal assim como de hardcore e ainda de progressivo. Rotular esse álbum é quase que impossível, e este foi o meu achado do ano. Cada faixa é uma surpresa totalmente diferente.

Ihsahn – Eremita

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Ouvi esse álbum por pura curiosidade, e ainda fiquei abismado com ele. A primeira vista chega a ser um álbum confuso, mas nada que um pouco de atenção não resolva. O que chamou bastante minha atenção nesse álbum é a mescla de black metal com progressivo de uma forma bem diferente além da utilização do saxofone que fez toda diferença para mim, vide a faixa ‘The Eagle and The Snake’. Um álbum bem diverso e que me surpreendeu a cada faixa.

Incendiall – Sobre Status, Cartões e Cheques

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Não poderia deixar de incluir uma banda brasileira aqui né, principalmente porque é daqui da minha terra. Incendiall que já entrevistei anteriormente aqui, foi uma das bandas que mais me chamaram atenção neste ano. As apresentações ao vivos são impecáveis e energéticas como o hardcore pede. E este é o primeiro trabalho dos caras e é excelente.  Essa é o tipo de banda que toca o coração não pela sonoridade extremamente bonita, mas sim pela letra, que faz você repensar um pouco sobre a sua forma de conduzir a vida.

Les Discrets – Ariettes Oubliées…

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Aguardei por este álbum ansiosamente mas já sabendo que ele não iria superar o anterior ‘Septembre et Ses Dernières Pensées’ nem de perto. Mas ainda assim esse álbum me surpreendeu bastante, a sonoridade continua quase que a mesma do álbum anterior que você não consegue explicar apenas ouvindo as músicas para sentir. Les Discrets é daquelas bandas que você vai ouvir para sempre e nunca vai enjoar. E bom, este novo álbum está muito agradável e foi um dos que eu mais ouvi neste ano.

Black Pyramid – Black Pyramid II

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Esse daí é um dos álbuns mais legais do ano, power trio americano que faz um som direto e cru mesclando o stoner com doom, esse álbum é muito bem conduzido ao longo de suas nove faixas e pouco mais de uma hora de duração. Sem dúvidas que o Black Pyramid é uma banda singular e claro este novo trabalho não decepcionou nada, e como já disse, esse é um álbum legal porque é daqueles que dá vontade de pegar sua guitarra e querer fazer igual.

Electric Wizard – Legalise Drugs and Murder (Cassette EP)

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Eu fiquei absurdamente maluco quando soube que esse EP saiu, só que o maior problema é que ele só foi lançado em fita K7 junto com uma revista e em edição limitada. O EP saiu em outubro e só consegui acha-lo para ouvir semana passada. E depois dessa procura, a audição dele se tornou logicamente mais prazerosa. Esse EP tem 6 faixas, sendo que duas delas já haviam sido divulgadas num single de mesmo nome que saiu somente em vinil de 7 polegadas. Logicamente que o senhor Jus Oborn não me decepcionou em nada nesse EP, o clássico stoner/doom do Electric Wizard ainda continua bastante criativo.

Decepção do ano: The Mars Volta – Noctourniquet

Esse álbum foi umas coisas mais chatas e entendiantes que eu ouvi esse ano e para começar, isso vem logo da banda que eu jamais esperaria por isto. Pois é o Mars Volta decepcionou e muito, depois de álbuns tão excêntricos como ‘Frances The Mute’ por exemplo, eles lançaram esse álbum que foi um total fiasco. Talvez isso tenha motivado a declaração da banda dizendo que iriam se dedicar a seus projetos paralelos. E a minha dica é: mesmo que esteja o mais curioso possível, tente passar o mais longe possível deste álbum.