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Os 10 Melhores!

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Mais um ano se passou, aqui estamos nós para mais um sacrilégio de escolher apenas 10 álbuns melhores do ano. Teve muitas coisas novas que ganharam meu coração e terei o prazer de compartilhar com vocês.  Voilà!

Tristania – Darkest White

Por sequência dos meus preferidos, em primeiríssimo lugar, não poderia deixar de lembrar de um álbum que me conquistou de primeira e acho que não aconteceu com a maioria dos fãs. Eu acompanho a banda desde 2010 e naquela época, não conhecia nada sobre Doom Metal e Metal Sinfônico então, não curti nem de longe a época da Vibeke, (A RAINHA). Hoje, em contrapartida, ela é um ícone pra mim, a melhor vocalista de sinfônico decididamente. Mas não podemos questionar o talento vocal da Mary Demurtas. Ela é incrivelmente sensacional neste álbum e me levou ao delírio com músicas como a NumberNight Of Earth e Requiem. Sem falar, que o baixista Ole Vistnes tem a voz mais doce e maravilhosa que já vi, lembrando o  vocalista do Ne Obliviscaris só que um pouco mais agudo mais que encanta tanto quanto. O instrumental com pigmentos de Metalcore com Black Metal e daqueles “caixa velha”, e é claro que foi totalmente intencional e que talvez seja outro ponto que não tenha agradado os fãs. Mas ao todo, eu amei e para mim, é o melhor e o fãs têm que saber que apesar do Tristania não ser mais o mesmo, não significa que não estejam fazendo música boa, ok?

ReVamp – Wild Card

É CLAAAARO (bem exagerado mesmo) que estaria em segundo lugar, até porque, Floor Jansen já provou que consegue ser a vocalista mais versátil e já se consolidou como a melhor do ano e da década! Fazendo drive, gutural, lírico e limpo, esse álbum é simplesmente arrasador, inovador e simplesmente cheio de riffs pesados, bateria na velocidade da luz, aliás, metal na sua essência mais perfeita, para quê melhor?! Às vezes totalmente louca como na música The Anatomy of a Nervous Breakdown: The Limbic System ou como um anjo em Precibus. Nota 1000 para toda a banda e Floor, casa comigo?!

Katatonia – Dethroned and Uncrowned

O álbum foi uma novidade e vi muitos fãs dizendo: “vou ouvir só por ouvir, mas desinteressado”… Acho que eles deram com a cara na parede quando viram a edição mais que especial do álbum anterior Dead And Kings em acústico, de uma forma ambiental e totalmente sombria, aliás, a essência do Katatonia é esse álbum. Com direito a arrepios com as versões, a banda prova que sempre há espaços e várias formas para inovar, fazendo alguma coisa diferente e trazer os fãs de volta ao exctâse.

Birdy – Fire Within

Se eu não me engano, é um dos únicos álbum não-metal da minha lista, mas isso não significa menos mérito ou menos elaboração nas músicas, muito pelo contrário. Birdy é a clássica artista que não precisa exibir e nem ostentar nada a não ser seus grandes talentos musicais. Além de ter uma voz que pende para o estrondo e peso incríveis, ela também consegue ser um “passarinhinho” cantando. Como alguns fãs dizem, é de dar inveja à muitas contraltos por aí (inclusive eu, que não canto nada!) com apenas 17 anos! Ela está sem seu segundo álbum na linha Folk/Indie Rock mas não se engane de achar que todas as músicas são lentas e com a temática bem romântica como em Strange Birds,  mas também com um tom de Black Music e lembrando as grandes vozes desse gênero em Light Me Up. Além de tocar piano, sua banda de apoio é esplêndida e ao vivo, sensacional, com um instrumental bastante acima da maioria das bandas que seguem a ideologia Indie.

  

Stone Sour – House Of Gold & Bones – Part 2

Ah, Stone Sour! Ô banda que dá orgulho de ouvir e ouvir de novo e mais uma vez! É aquele tipo de banda que prova que Metal não morre e todos os dias há como inovar e jogar na cara que sim, existe muita banda de Metal hoje em dia, fazendo som pesado e com qualidade. E a segunda parte de House Of Gold & Bones me deixou estupefata com tamanha engeniosidade da banda mais uma vez. Com músicas de quebrar o pescoço e deixar todo mundo louco, daquele jeito, que todo headbanger adora ficar quando tem um som bacana e na medida do perfeito. Sem dúvidas, um dos melhores do ano e um dos melhores da carreira da banda! Guitarra e baixo na linha mais encantadora e a bateria forte sem delongas. E Corey, ah, Corey! Eu nem preciso dizer que poucos vocalistas têm o poder de extensão que ele tem e com a voz tão incrivelmente linda e pesada! Especialmente, um grande parabéns à toda a banda e todos os produtores, pois a produção, ficou invejável.

Sepultura – The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart

Falando em exctâse, com certeza o Sepultura acertou em cheio nesse novo álbum, passando por cima de polêmicas e “mimimis” desde à saída dos irmãos Cavalera. Sem dúvidas, o melhor álbum com Derrick, claro que a mixagem deixou à desejar, mas esse álbum ao vivo, será arrebentador! Além da temática forte, com histórias envolventes que atrai toda a sociedade mas também com uma faixa dedicatória, Grief, às vítimas do acidente na boate Kiss no começo do ano que é também uma faixa totalmente nova no cenário da banda: os vocais limpos e os dedilhados na guitarra. Todo esse processo deixou o álbum bastante Doom/Death Metal e merece toda a atenção dos fãs para ouvi-lo e apreciá-lo. Depois desse álbum, o Sepultura tem muito o que fazer ainda.

Ayreon – The Theory of Everything

Ayreon é o tipo de banda/projeto que nos deixa totalmente ansiosos para o que será do próximo álbum. Neste, ele convida mais uma vez grandes artistas e pela milésima vez, os meus preferidos, sendo Marc Hietala (baixista Nightwish), Cristina Scabbia (Lacuna Coil), Tommy Karevik (Kamelot, Seventh Wonder), além de ilustres instrumentistas, Jordan Rudess (Dream Theater, Liquid Tension Experiment),  Troy Donockley (gaita de foles Nightwish), dentre outros. Uma das melhores bandas da atualidade que envolve Progressividade e Sinfonia na media certa e tem aquele feeling arrebatador, no sentido quase literal. Vale à pena demais!

Riverside – Shrine of New Generations Slaves

Riverside é uma banda que eu já tinha ouvido algumas músicas, alguns videoclipes, mas sempre numa sonoridade bem pesada e bastante Modern Prog, mas até então, não tinha ouvido nenhum álbum completo, até que decidi ouvir esse, lançado este ano e afirmo sem dúvidas que é uma banda excelente, mesclando vários estilo do Prog, não só pigmento modernos, mas como também lembrando bandas como Porcupine Tree e Pink Floyd. E deste vez, o álbum não tem aquele peso que eu vi em algumas músicas, mas a suavidade perfeita de músicas ambientais que me atraiu muito. Outra coisa muito interessante nesta banda e neste álbum, é o vocal do Mariusz Duda que me encantou muito, sendo como uma ceda e sem exageros, na medida certa. É uma banda que tem pra crescer muito e só por esse álbum, já merecem a atenção de todos.

Ihsahn – Das Seelenbrechen

É claro que não poderíamos terminar o ano sem mais um trabalho de um dos grandes músicos mundiais e principais nomes do Black Metal feito com vontade e boa produção, Ihsahn. Em carreira solo, ele lança um álbum totalmente experimental, mais um belíssimo trabalho. Um álbum dono de uma sonoridade Doom e bem pesada, com elementos orquestrais que são um luxo nas músicas e algo bastante novo vindo do músico. Além de uma linha bastante progressiva, o Ihsahn consegue um arrebatamento melancólico incrível com as músicas, guitarras bem feitas com riffs frenéticos mas sempre com a característica sombria. É claramente notável a influência de bandas de Prog desde à Opeth (com elucidação ao Damnantion) e até mesmo (pasme) King Crimson, saindo quase que totalmente do Black Metal puro, apenas nas entrelinhas. Eu indico a audição deste álbum com a cabeça aberta e sem tentar rotular demais, (apesar de eu mesma fazer muito, mas por puro automatismo). Ihsahn é um maravilhoso músico e disso todos sabem e quem não sabe, agora fique sabendo. E claro, ainda espero um retorno do Emperor, até porque, sonhar não paga.

Burzum –  Sôl Austan, Mâni Vestan

Está aí uma banda polemizada e um álbum também polemizado, digo sem necessidade. Eu conheci Burzum mais ou menos a um ano e meio atrás e ouvi não porque tinha uma história toda tensa e um público ostentador… Ouvi porque sou viciada na Last.fm e tava conhecendo o Black Metal com Mayhem e Dimmu Borgir então, era óbvio que eu iria acabar parando no Burzum e gostei. Gostei da sonoridade ultra pesada e do efeito “Black Metal sujo” que a banda tem e é quase único. Gostei da temática, além de não ter necessariamente temática satanista mas atraindo a história do Senhor dos Anéis e eu como um seguidora de Tolkien, era óbvio novamente que eu acharia isso o máximo! Enfim, a história acaba sendo tensa porque o Varg Vikernes, frontman da banda teve que matar outro cara, por legítima defesa e aí que começa o “mimimi”. Mas, longe dos julgamentos e no disse-me-disse, esse álbum, lançado no começo do ano distorceu toda a sonoridade enraizada do Burzum, antes Black Metal com um quê experimental, etérea e ambiental, neste álbum, somente estes estilos prevaleceram e o Black Metal, deixado de lado. Eu já esperava por isso mas nem imaginaria como o álbum soaria, mas aos amantes do experimental como eu, vai curtir bastante o instrumental. É totalmente diferente de tudo que já ouvi e foi muito bom ouvir a voz do Varg limpa neste álbum e a volta dos teclados que sempre foi uma composição de ouro no Burzum e que vale a pena deixar de lado o “mimimi” e ouvir sem compromissos.


Decepção do Ano: Steve Wilson – The Raven That Refused to Sing (And Other Stories)

Ok, vai ter muita gente querendo me matar, mas é só uma opinião e que pode mudar daqui um tempo. Não gostei do álbum à primeira vista, claramente notável que não é um álbum que você escuta uma vez e tira uma conclusão, mas eu decidi fazer isso apenas desta vez por alguns motivos, um deles é que eu não sou muito chegada em Rock Psicodélico e o que esse álbum tem Psicodelismo e Progressividade demais! Gosto de Prog associado à outros gêneros que não trás tanta estranheza às músicas como eu achei neste álbum do Steve Wilson. Eu não sou de acompanhar sua trajetória solo, prefiro mais o Porcupine Tree de longe, mas resolvi ouvi-lo e não tive uma boa primeira impressão. Não me matem, por favor! Apesar de tudo, eu amo Steve, um grande músico, mais misturar muita coisa nem sempre quer dizer inovação.

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Amante das Artes Gráficas e tentando ser jornalista. Movida por música e nada mais. Inspirações principais do Black Metal, Doom Metal e o maravilhoso, Death Metal. Também curte algumas mulheres fodas que competem com os anjos nos talentos vocais.