Os melhores de 2011

Assim como nosso exce­len­tís­simo reda­tor Mar­cel colo­cou, aqui vai uma lista das ban­das que se destacaram em 2011 na opinião deste que vos escreve e da equipe do blog. Então vamos sep­a­rar os dis­cos de acordo com o estilo, deixando espaço para as ban­das nacionais.

Indus­trial (que inclui tam­bém o Power Elec­tron­ics, Noise, Harsh Noise e outros)

A cena indus­trial pro­duziu muita coisa inter­es­sante neste período de 2011. Tive­mos muitos bons pro­je­tos surgindo den­tro da cena através da inter­net, com dis­tribuição de mp3 (gra­tu­ito ou pago), além de cas­setes e edições lim­i­tadas. Aqui vão alguns dos grandes destaques:

  1. Satanismo Cal­i­bro 9 – Orgasmurder
  2. Haus Arafna — New York Rhapsody
  3. Psy­chic TV / Dust La Rock / Star Eyes – B.K. Scum — A Mix By Star Eyes & Dust La Rock
  4. Geno­cide Organ – Under — Kontrakt
  5. Teatro Satan­ico – Disco Cianciulli
  6. Brighter Death Now – Very Lit­tle Fun
  7. Sut­cliffe Jugend – With Extreme Prejudice
  8. Noir Noir – V.I.T.R.I.O.L.
  9. Halthan / Brand­kom­mando – H / B
  10. Nicole 12 – Black Line

Neo­folk (incluindo o dark folk, apoc­a­lyp­tic folk e mar­tial industrial)

Este ano que pas­sou foi muito bom para o gênero, com muitas boas ban­das lançando coisas novas e alguns pro­je­tos bem promis­sores surgindo. Desta lista quem mais impres­sio­nou foi, sem dúvi­das o Sol Invic­tus, com seu novo disco cal­cado quase inteira­mente no folk rock.

  1. Sol Invic­tus – The Cru­ellest Month
  2. Corde Oblique – A Hail Of Bit­ter Almonds
  3. Faun – Eden
  4. Cur­rent 93 – Hon­ey­Suckle Æons
  5. :Gol­gatha: – The Horns Of Joy
  6. Stry­d­wolf – Dun­kle Wälder
  7. Rome Die Æsthetik Der Herrschafts­frei­heit
  8. :Of The Wand & The Moon: – The Lone Descent
  9. Falken­stein – Die Große Göt­tin
  10. Maj­danek Waltz / Sal Solaris – Tenebrae

EBM (Incluindo Dark Elec­tro, elec­tro­gothic e outros)

Neste ano o EBM veio com tudo, sobre­tudo pelas ban­das de dark elec­tro e elec­tro industrial.

  1. Acy­lum – Karz
  2. Skinny Puppy – Han­Dover inom
  3. Noisuf-X – Dead End Dis­trict
  4. Nah­taivel – Mid­night Sessions
  5. Met­all­spürhunde – Moloch
  6. Prager Hand­griff – Arbeit Sport Und Spiel
  7. Die Sek­tor — Applied Struc­ture In A Void
  8. Jäger 90 – Fleisch Macht Böse
  9. Leæther Strip – Untold Sto­ries : The Melan­cholic Sessions
  10. Imper­a­tive Reac­tion – Imper­a­tive Reaction

Syn­th­pop

Com relação a 2010 o syn­th­pop deu uma caída. Menos ban­das lançaram dis­cos rel­e­vantes e muitas começaram a colo­car mais influên­cias de out­ros gêneros eletrônicos.

  1. The Frozen Autumn – Chirality
  2. Mesh – An Alter­na­tive Solution
  3. Solar Fake – Frontiers
  4. Gary Numan – Dead Son Rising
  5. And One – Tanzomat
  6. Covenant – Mod­ern Ruin
  7. IAMX – Volatile Times
  8. Ladytron – Grav­ity The Seducer
  9. Kaya – Queen
  10. The Echo­ing Green – In Scar­let And Vile

Gothic Rock

O rock gótico mostrou muito bem a sua cara este ano. Desta vez tive­mos inúmeras ban­das mostrando um som com pou­cas influên­cias eletrôni­cas, voltando seu som mais para o rock. A América Latina tam­bém esteve bem rep­re­sen­tada este ano, com grandes nomes e muitas boas surpresas.

  1. Nox Interna — The Seeds of Disdain
  2. Death­camp Project – Painthings
  3. Mer­ci­ful Nuns – Xibalba III
  4. Mono Inc. — Viva Hades
  5. Coma Divine — Dead End Circle
  6. Plas­tique Noir – Affects
  7. Bella Morte – Before The Flood
  8. Angels of Lib­erty — Mon­ster In Me
  9. Chris­tine Plays Viola — Inno­cent Awareness
  10. Brighter Fires — Brighter Fires

Dark­wave

O dark­wave teve exce­lentes lança­men­tos este ano, a começar pelo novo disco do Diary of Dreams. Além disto tive­mos muitas boas sur­pre­sas, com ban­das mostrando novos dis­cos e colo­cando um gás para o estilo.

  1. Diary Of Dreams – Ego:X
  2. Col­lide – Count­ing To Zero
  3. Sopor Aeter­nus & The Ensem­ble Of Shad­ows – Have You Seen This Ghost?
  4. Chan­deen – Blood Red Skies
  5. Otto Dix – Won­der­ful Days
  6. Autumn’s Grey Solace – Eifelian
  7. Kir­lian Cam­era – Nightglory
  8. Silent Love Of Death – Donde habite el olvido
  9. Sev­enth Har­monic – Gar­den Of Dilmun
  10. Clan Of Xymox – Dark­est Hour

Metal Indus­trial / Rock Industrial

Não tive­mos no ano pas­sado grandes lança­men­tos do gênero, uma vez que, cer­ta­mente, nomes como Ramm­stein, Laibach e Ooomph! devem mostrar mate­r­ial novo este ano. Mesmo den­tro do rock indus­trial tive­mos pou­cas coisas.

  1. KMFDM – WTF?!
  2. Pain – You Only Live Twice
  3. Eis­brecher – Eiskalt
  4. Tanzwut – Weiße Nächte
  5. Syn­thetic Min­is­ter – Cult Following
  6. Skold – Anomie
  7. A Life [Divided] – Passenger
  8. Goth­min­is­ter – Anima Inferna
  9. Dope Stars Inc. – Ultrawired
  10. Pow­er­man 5000 – Copies, Clones & Replicants

Metal Extremo (Inclui death metal, thrash metal, black metal e outros)

O metal extremo se sagrou no ano de 2011 com exce­lentes ban­das apare­cendo e lançando dis­cos. As ban­das anti­gas con­tin­uaram lançando cds e, a despeito das opiniões dos fãs para alguns dis­cos, tive­mos um ano bem produtivo.

  1. Claus­tro­fo­bia – Peste
  2. Kri­siun – The Great Execution
  3. Thul­can­dra – Under A Frozen Sun
  4. Machine Head – Unto The Locust
  5. Anaal Nathrakh – Passion
  6. Necro­pho­bic – Darkside
  7. Woods Of Des­o­la­tion – Torn Beyond Reason
  8. Cadav­er­ous Con­di­tion – Burn Brightly Alone
  9. Scar Sym­me­try – The Unseen Empire
  10. Legion of the Damned — Descent into Chaos

Heavy Metal (incluindo tam­bém power metal)

Um dos maiores esti­los den­tro do metal, o heavy metal, con­tou com uma enx­ur­rada de bons lança­men­tos, assim como o power metal. Tive­mos uma grata sur­presa com o metal nacional, despon­tando ban­das de exce­lente qual­i­dade, com dis­cos exce­lentes e pro­dução muito boa.

  1. Iced Earth – Dystopia
  2. Stra­to­var­ius – Elysium
  3. Almah – Motion
  4. Shad­ow­side — Inner Mon­ster Out
  5. Con­certo Moon — Sav­ior Never Cry
  6. Fal­coner – Armod
  7. Jag Panzer – The Scourge Of The Light
  8. Sex Machine­guns — SMG
  9. Ham­mer­Fall – Infected
  10. Alestorm – Back Through Time

Sym­phonic Metal (inclui ban­das de metal com ele­men­tos sinfônicos)

O estilo foi brindado com duas gratas sur­pre­sas. A primeira foi o novo disco do Nightwish, que mostrou a todos que a Anette Olzon pode sim ser uma exce­lente vocal­ista sem pre­cisar se ren­der a um canto mais “lírico”. A segunda é a banda ital­iana Flesh­god Apoc­a­lypse, que traz um death metal sin­fônico de altís­simo peso e técnica.

  1. Nightwish – Imaginaerum
  2. Flesh­god Apoc­a­lypse – Agony
  3. Rhap­sody Of Fire – From Chaos To Eternity
  4. Sep­tic Flesh – The Great Mass
  5. Drag­on­land – Under The Grey Banner
  6. Impe­ria – Secret Passion
  7. Sarah Jezebel Deva – The Cor­rup­tion of Mercy
  8. Sire­nia – The Enigma Of Life
  9. Lost Opera — Alchemy of Quintessence
  10. Bat­tlelore – Doombound

Prog Metal

Este ano que pas­sou tam­bém foi muito bom para o metal pro­gres­sivo. Tive­mos a grata sur­presa de ouvir o disco novo do Opeth, que retoma ao rock psi­codélico com grande vigor e ren­o­vação, trazendo novos ares para o gênero.

  1. Opeth – Heritage
  2. Mastodon – The Hunter
  3. Sym­phony X – Iconoclast
  4. Dream The­ater — A Dra­matic Turn of Events
  5. Tesser­acT – One
  6. Obscura – Omnivium
  7. Dark Suns – Orange
  8. Joseph Mag­a­zine — Night of the Red Sky
  9. Myrath — Tales Of The Sands
  10. Ever­grey – Glo­ri­ous Collision

Doom Metal (inclui ban­das de gothic metal e de stoner; não inclui ban­das de drone doom)

Talvez, mais do que nunca, o doom metal teve tam­bém uma enx­ur­rada de bons dis­cos. O estilo que mais se desta­cou neste ano foi, sem dúvi­das, o stoner doom, que é cal­cado prin­ci­pal­mente no estilo antigo do Black Sab­bath. De qual­quer modo, o gênero ainda se man­tem dis­tante da maio­ria dos fãs de metal.

  1. My Dying Bride – Evinta
  2. Earth – Angels Of Dark­ness, Demons Of Light I
  3. Ghost Brigade – Until Fear No Longer Defines Us
  4. Beloved Enemy — Thank You For The Pain
  5. Amor­phis – The Begin­ning Of Times
  6. Ava Inferi – Onyx
  7. Isole – Born From Shadows
  8. To/Die/For – Samsara
  9. Eso­teric – Paragon Of Dissonance
  10. Novem­bers Doom – Aphotic

Post-Metal (inclui ban­das de metal exper­i­men­tal e ban­das de metal que sejam experimentais/avant-garde)

Na ver­dade definir um gênero como “post-metal” é, de fato, uma tarefa ingrata. O que a gente coloca como tal são as ban­das que, de alguma forma, não se pren­dem a rotu­lações ou estereóti­pos e bus­cam, no cerne da coisa, serem orig­i­nais. Seguindo tal pre­missa, os lança­men­tos acabam sendo mais lim­i­ta­dos e, por con­se­quên­cia, melhores.

  1. Ulver – Wars Of The Roses
  2. Sunn O))) Meets Nurse With Wound – The Iron Soul Of Nothing
  3. A For­est Of Stars – Oppor­tunis­tic Thieves Of Spring
  4. Devin Townsend – Unplugged
  5. Blut Aus Nord – 777 — Sect(s)
  6. Polka­dot Cadaver — Sex Offender
  7. Jesu – Ascension
  8. Sam­sas Traum – Anleitung Zum Totsein
  9. Alka­h­est – Milk & Morphine
  10. Cir­cle Of Ouroborus — Eleven Fingers

Pro­gres­sive Rock

Podemos dizer que o rock pro­gres­sivo em 2011 teve muitas ban­das com bons lança­men­tos, algu­mas ban­das novas e a força do neo prog cresceu a olhos vis­tos. Talvez tenha fal­tado alguns dis­cos ao vivo, mas a cena prog este ano se mostrou muito frutífera no que­sito ino­vações e revis­i­tações de sonori­dades antigas.

  1. Anath­ema – Falling Deeper
  2. Neal Morse – Tes­ti­mony Two
  3. Steven Wil­son – Grace For Drowning
  4. Nosound – The North­ern Reli­gion Of Things
  5. Beard­fish Mam­moth
  6. Lunatic Soul – Impressions
  7. Agents Of Mercy — The Black Forest
  8. Introi­tus – Elements
  9. Anu­bis — A Tower Of Silence
  10. Fre­quency Drift — Ghosts

Ban­das nacionais

O ano pas­sado foi muito bom para nos­sas ban­das e, por isto, merece uma cat­e­go­ria própria.

  1. Claus­tro­fo­bia – Peste
  2. Sepul­tura – Kairos
  3. Vul­cano — Drown­ing in Blood
  4. Almah – Motion
  5. Shad­ow­side — Inner Mon­ster Out
  6. Nah­taivel – Mid­night Sessions
  7. Plas­tique Noir – Affects
  8. Kri­siun – The Great Execution
  9. Mytho­log­i­cal Cold Tow­ers – Immemorial
  10. Tomada — O Inevitável

Out­ros (Incluindo post-rock e out­ros não clas­si­ficáveis em out­ras categorias)

Um ano onde o exper­i­men­tal­ismo e as ban­das “inclas­si­ficáveis” apare­ce­ram no cenário mundial. Como são ban­das que mere­cem destaque inde­pen­den­te­mente de qual estilo toquem, aqui não ter­e­mos uma lista com somente dez nomes de álbuns, pois não seria justo com elas.

  1. Russ­ian Cir­cles – Empross
  2. Angizia – Kokon. Ein Schaurig-Schönes Schachtelstück
  3. Aure­lio Voltaire – Rid­ing A Black Uni­corn… …Down The Side Of An Erupt­ing Vol­cano While Drink­ing From A Chal­ice Filled With The Laugh­ter Of Small Children
  4. Black­field — Wel­come To My DNA
  5. Kafka – Geografia
  6. Boris – Heavy Rocks
  7. The Kil­i­man­jaro Dark­jazz Ensem­ble – From The Stairwell
  8. The Mount Fuji Doom­jazz Cor­po­ra­tion – Anthropomorphic
  9. Mid­night Syn­di­cate – Car­ni­val Arcane
  10. Explo­sions In The Sky – Take Care, Take Care, Take Care
  11. Ruído mm — Intro­dução à cortina do sótão
  12. Navel — Neo Noir
  13. Grails — Deep Politics
  14. The Divided Cir­cle – The Divided Circle
  15. Junius — Reports From The Thresh­old of Death
  16. Col­lapse Under The Empire — Shoul­ders e Giants
  17. Barn Owl – Shadowland
  18. The Pains Of Being Pure At Heart — Belong
  19. Con­stan­tina — Haveno
  20. Lise — Qual­quer Frágil Fio de Fantasia
  21. Kalouv — Sky swimmer
  22. Hills – Mas­ter Sleeps
  23. Long Dis­tance Call­ing — Long Dis­tance Calling
  24. City And Colour – Lit­tle Hell
  25. A Mar­cha Das Árvores – Mexa suas raízes
  26. Chelsea Grim — My Damnation
  27. I Declare War — I Declare War
  28. Sun Devoured Earth – I Wish I Would Never Wake Up
  29. Project46 — Doa a Quem Doer
  30. Secret Shine – The Begin­ning And The End

Author: Fabio Melo

Professor, redator e editor do Groundcast. Gosta de música, desenhos, escrever e, acima de tudo, de arte não-convencional. É o dono, produtor, responsável e responseiro pelo blog.

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2 Comments

  1. deixar Madame Saatan de fora dos mel­hores de 2011 nos nacionais… hmmm… alguém aqui não ouviu “Peixe-Homem”.

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