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[Resenha] Basalt – O Coração Negro da Terra (2017) + Stream

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1. Parias
2. Terra morta
3. Vanitas
4. Aurora
5. A longa noite (Eclipse sem fim)
6. Os homens ocos
7. Diante da dor dos outros
Post-Metal / Sludge, Black Embers Records

Uma vez eu toquei num podcast uma música do pessoal do Basalt, num evento organizado pelo Erick do Labirinto. Por causa de um monte de afazeres eu não consegui ir, mas já achava o grupo bastante foda sem nem ter lançado um trabalho. Mas com O Coração Negro da Terra, os paulistanos apresentam uma puta pedrada sonora que vai retirar tudo o que existe de mais negro e mais sombrio em sua alma.

Esse primeiro trabalho é uma pedrada do caralho na orelha. Denso, com muita coisa experimental, é um sludge daqueles bem marcados pelo hardcore, mas com espaço para algum experimentalismo, sobretudo nas guitarras, que em alguns momentos flertam com o raw black metal. Isso tudo para dizer o quão excelente ficou este trabalho, que desponta o grupo como um grande nome do metal não-convencional.

A primeira canção, “Párias”, tem uma introdução bem ao estilo industrial, que vai deixar os fãs de Blut Aus Nord bastante satisfeitos, sendo então seguida de um sludge melancólico e pesado, sujo e ríspido, com muitas marcas de hardcore. Em “Terra Morta” há uma influência marcadamente de black metal, com muitos momentos que lembram o Deathspell Omega. Destaca-se a bateria, que toca num ritmo bastante desconcertante e que dá um destaque muito bom à música. “Vanitas” exala o mais profundo sludge, com uma sonoridade muito rica e original, sobretudo com riffs pesados e carregados, numa melodia muito sombria e melancólica. Continuando a desgraceira a faixa “Aurora” abusa sobretudo do ritmo lento e uma bateria muito mais marcada que nas faixas anteriores, com uma pegada bem estilo black metal old school mesclado com o mais puro doom metal.

Em “A longa noite (eclipse sem fim)” o disco ganha muito fôlego, com uma levada brutal, veloz na introdução e que vai mudando ao longo da música, começando com algo mais punk e ficando mais melódico e cadenciado conforme a música prossegue. Para mim é a melhor música deste trabalho, embora não seja a minha favorita. Uma das minhas músicas favoritas é a     “Os homens ocos”, possivelmente por ter aquele jeitão das primeiras bandas de post-metal, como o Neurosis ou dos primeiros grupos de doom/death e de sludge que eu escutava quando era mais novo. Seja como for, ela homenageia muito bem essa geração de artistas que abriram muitos caminhos para que essa vertente do metal pudesse ser mais experimental e criar algo mais interessante. Para terminar, “Diante da dor dos outros” é uma música muito experimental, que reúne em si um pouco do que a gente consegue notar ao longo do álbum, com passagens que vão do doom mais introspectivo ao mais puro black metal e fecha de forma magnífica a estreia do Basalt como um dos novos nomes que vocês precisam e muito prestar atenção.

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