[Resenha] HALPHAS – Dawn of a Crimson Empire (2017) + Stream

1. Summoning
2. Call From the Depths
3. Through the Forest
4. Sword of the Necromancer
5. FMD
6. Malice
7. Damnation of the Weak
8. Empire

Black Metal, Folter Records

Dentro de uma ciência que faz estudos sistêmicos de demônios, o nome Halphas simboliza um demônio de voz grave que comanda vinte e seis legiões infernais. E nada melhor que um grupo alemão, que fez seu debut no fim do ano passado, ter esse nome.

O grupo representa em seu som o mais puro e bruto black metal, com referências a bons nomes do gênero como Mayhem, Darkthrone, Abigor e Dissection. Contudo, no lugar de ser uma banda que apenas faz uma releitura rasa desses grupos do começo dos anos 1990, eles modernizam e muito a levada de um gênero sem frescuras, sem nenhum tipo enfeitamento além do vocal, baixo, guitarras e baterias.

Algo muito bom neste trabalho reside na mixagem dos instrumentos e na musicalidade. É agradável de ser escutado, é muito bem feito e muito poderoso. As levadas épicas trazem muito daquele som maneiro que a gente pode encontrar no Rotting Christ (que talvez seja a banda mais próxima em termos musicais do Halphas) e também no Bathory. Em seus quase cinquenta minutos de pura porrada a banda apresenta o que tem de melhor dentro do gênero.

O disco abre com uma introdução, Summoning, que prepara terreno para destruir os ouvidos mais incautos com Call From the Depths. É uma música com uma levada mais melodiosa, mais simples, cortada por uma linha de bateria e vocal extremamente bem competentes. Depois chega com a música que, para mim, é a melhor deste trabalho, Through the Forest, pois é extremamente rápida, ríspida, melódica e épica. Com Sword of the Necromancer tem uma linha de guitarra sobreposta com a bateria, criando uma atmosfera bastante desoladora e tétrica em seus mais de sete minutos. A falha dessa música é que ela poderia ser um pouco menor, visto que se repete várias vezes, sobretudo os ritmos e as levadas de bateria e guitarra.

Chegando na segunda metade do disco, FMD apresenta um conjunto bem denso e também dá uma desacelerada e uma caída no peso. A faixa seguinte, Malice, é mais cadenciada e melódica, com alguns elementos mais próximos do heavy metal, mas sem perder o peso e a agressividade. Já não é uma música tão boa quanto as anteriores, o que demonstra que certamente a banda preferiu deixar para a segunda metade as canções menos agressivas. Contudo, essa expectativa é quebrada quando chegamos em Damnation of the Weak, que retoma a brutalidade das faixas anteriores e a sobreposição de guitarras e bateria. Finaliza a épica Empire, com mais de nove minutos, numa composição bastante forte e excelente para fechar o disco.

No cômputo geral, é um excelente trabalho de estreia para uma banda, com uma excelente produção e com muito peso. Que venham mais discos.

Links Relacionados

https://www.facebook.com/halphasofficial

https://halphas.bandcamp.com/