Home Review Darkest Æmber – Every Sun Fades (2016)

[Review] Darkest Æmber – Every Sun Fades (2016)

128
0
SHARE

1. Who Decides?

2. Long Live

3. Frailty

4. Lifeless

5. A Perfect Solution

6. A Burden to Carry Alone

7. Cold

Death / Doom Metal, independente

Eis que chega à vida o primeiro disco da banda de um dos nossos redatores e principais colaboradores, o Darkest Æmber. Depois do lançamento de uma demo, com algumas músicas prontas, temos a oportunidade de escutar um disco full lenght desse pessoal que mescla doom e death metal e com alguns elementos que remetem bastante (ainda que indiretamente) ao post metal de grupos como Neurosis e o YOB. Esperem um som denso, com andamentos bem longos, com muitos riffs de guitarra e uma linha de bateria bastante pesada.

O disco começa com Who Decides?, que lembra um bocado os mestres do Candlemass em sua introdução, trazendo um som bastante direto e abrindo de forma bastante forte o trabalho. Long Live tem uma introdução que remete ao post-metal, com os belos vocais de Sofia Biondo, para depois colocar um doom metal épico seguido do mais puro e brutal death metal em alguns momentos, com espaço até mesmo para uma mescla bem inusitada com MPB na parte acústica e até umas guitarras psicodélicas. É uma música de difícil digestão, tem muitos elementos aqui e ali e destaca muito o poder criativo da banda.

A terceira faixa, Frailty, é uma música com fortíssimas influências de death e de thrash metal bay área, inclusive por trazer uma composição muito mais veloz que as outras, agradando bastante quem curte o Torture Squad antigo e o Metallica fase Hide the Lightning. A faixa seguinte, Lifeless, aposta inicialmente num doom /death bem carregado e, no meio dela, coloca algo mais próximo do heavy / power, inclusive com mudança de vocal e de andamento, para no final dela ir para o mais cru e puro death metal. Com A Perfect Solution a banda apresenta uma mescla interessante de death metal com alguns elementos de prog metal, sobretudo o uso de quebras rítmicas do meio da música e ela encerra de maneira tranquila.

A Burden to Carry Alone é talvez a música mais experimental deste trabalho. Inclusive apresenta uma produção impecável em termos de instrumento e voz. É uma mistura homogênea de elementos, que a tornam bastante direta e ao mesmo tempo complexa. Cold, com seus mais de 23 minutos, encerra o disco iniciando com a participação especial de Nancy Suhadolnik. É uma música muito interessante por juntar nela muitas das características das outras músicas, quase como um resumo de tudo o que a banda apresenta de marcas e influências, inclusive aproximando o grupo do post-metal ainda mais.

Contudo, tem algumas coisas que precisam ser ressaltadas. Em algumas músicas faltou um trabalho de tratamento melhor para os instrumentos e as vozes, na qual parece meio desconectada do restante. A timbragem em alguns momentos apresenta falhas bastante perceptíveis, sobretudo nos bumbos, que muitas vezes aparecem mais do que o resto da música. Mas nada disso tira o brilho do primeiro disco do grupo. Falta unir melhor alguns elementos nas composições, embora estejamos diante de um grupo cuja sonoridade é bem característica. E isso é muito bom, de verdade.


 

Compartilhe
Share