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REVIEW – A Forest of Stars: Beware the Sword you Cannot See

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5/5

E esse ano nos traz mais um CD do A Forest of Stars, o que esperar? Bom, se tratando deles vocês podem ter certeza de que vem algo muito bom pela frente.

Sem muita enrolação e vamos lá.

O CD abre com Drowing Down the Rain, música provavelmente conhecida pelo Clipe. Esta música é de fácil absorção (estamos falando de uma das bandas mais ímpares, ou seja, provavelmente teremos momentos bem “esquisitos”). Ela transcorre tranquila, com os elementos que os fãs de A Forest of Stars já conhecem, uma boa música para se abrir o CD. Conta com uma parte com vocal feminino (o que não é novidade na banda desde o primeiro lançamento). Seus nove minutos e meio passam de forma que você nem percebe.

Hive Mindless já é um soco na orelha, ela começa de forma tranquila para depois entrar os blast beats e vocais dobrados causaGroup_01_No_Border1ndo desarmonia. Ela tem momentos que me lembram alguma coisa do The Corpse of Rebirth algo que achei que a banda tinha perdido, mas ao que parece recuperou nesse CD. Depois dos 4 minutos entram com uma percussão para voltar ao blast beat.

Seguimos com A Blaze of Hammers, ela é bem puxada para o Black Metal, é uma música mais crua, mais seca por assim dizer. Claro que como qualquer música da banda ela pode mudar do nada a qualquer momento e no meio da música entramos com violão e violino carregados de sentimento para depois entrar em algo mais psicodélico, mas ainda com a mesma emoção da parte anterior.

Virtus Sola Invicta possuí Lyric Video, começando já com a frase “Some of my favorite messiahs are dead”. Sendo a mais psicodélica até agora, Virtus Sola Invicta te traga para um mundo apenas dela, onde o ouvinte mergulha de cabeça, imaginando e criando passagens a cada variação da música. Já é perceptível como a banda melhorou como um todo, principalmente nas composições.

A vibe continua com Proboscis Master Versus The Powdered Seraphs. O que posso sentir até agora com o CD é um empenho com a composição, mas sem perder o que a banda tem de bom. É uma faixa menos metal com o violino predominando em praticamente toda a música, ela dá uma “quebrada” no CD, vejo que é como uma pausa depois da brutalidade.

Agora chegamos em Pawn On The Universal Chessboard que tem 6 partes. Posso considerar isso como uma álbum a parte, um EP de 6 Group_04faixas que nos trazem algo diferente do CD, com suas próprias viagens e experiências. Viajando pelas partes você mergulha em uma viagem única. Não conseguiria falar das partes separadas, pois elas se completam de uma forma e parecem ser uma música só.

O que dizer do CD em um todo? Beware the Sword you Cannot See é uma aventura, um desafio. É como uma grande planície que você tem que se aventurar para descobrir, mas não é uma planície calma e pacifica e sim perturbadora e única. Eles com certeza estão muito fora do que se espera ouvir de uma banda. Apesar da banda ter perdido um pouco do que era no primeiro CD o que vemos aqui é um resgate a antigas memórias acrescido de novas experiências.

As músicas ganham atmosfera com o violino, teclado, partes clássicas, violões. Dando movimento as músicas e tirando elas do eixo que normalmente deveriam estar. É black metal, mas ao mesmo tempo não é. A experiências dos músicos fez com que chegassem nesse nível. Sua incrível habilidade de incorporar diferentes atmosferas em um único lugar e fazer sentido é um ponto forte para o CD. Para ouvir como se deve você tem que mergulhar no som e tentar sentir cada nuance. É um excelente álbum feito por mentes excelentes.

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