[Review] Vintersorg – Till Fjälls Del II (2017)

    1. 1. Jõkelvãktaren

2. En vãldig isvidds karga drãkt Lavin

3. Fjállets máktiga mur

4. Obygdens pionjàr

5. Vinterstorm

6. Tusenãriga strãk

7. Alft mellan himmel och jord

8. Vârflod

9. Tillbaka till kãllorna Kõldens Borg Portalen

10. Svart mâne

Folk / Prog metal, Napalm Records

Confesso que não sou tão fã da carreira solo do Vintersorg. Talvez um pouco de preconceito da minha parte, talvez seja porque a maior parte dos discos não sejam lá muito dignos de notas, com exceção dos excelentes Till fjälls (1998), Cosmic Genesis (2000) e The Focusing Blur (2004), sendo que este último eu tenho em versão física. Sou muito mais fã do Borknagar, mesmo com os últimos trabalhos me soando tão medianos, do Cronian, que é um trabalho muito bom e do Havayoth, que podia ter vingado e continuado.

Contudo, a continuação do aclamado Till fjälls merece a minha e a sua atenção. Primeiro porque é um excelente disco de metal, muito bem produzido, sobretudo se lembrarmos que temos um trio que ruma parcialmente a uma sonoridade mais próxima do folk/black metal, com algumas boas referências ao Bathory nas músicas, além de trazer aquela pancada sonora que eu sentia muita falta nos discos anteriores. Segundo, trata-se de um álbum com uma sonoridade muito mais direta, sem muitos floreios, ainda que tocado com muita técnica e maestria.

O primeiro ponto positivo está nas partes acústicas. O Vintersorg, em todos os seus trabalhos, traz partes acústicas muito boas e isso não é exceção aqui. Contudo, ela se torna algo muito menor frente ao resto do disco, o que mostra o quanto isso é interessante. O segundo ponto está no conjunto muito coeso de instrumentistas. Ele se junta a Mattias Marklund, que participara de outros projetos anteriores e Simon Lundström. Nota-se que a qualidade técnica, aliada a um bom entrosamento com os músicos, faz com que cada música soe sempre muito épica, mas sem apelar para os clichês consagrados. Fica nítido quando se percebe que há influências de rock progressivo, ainda que tímidas, nos andamentos da música e em muitos momentos em que não soa tão metal.

O meu único ponto negativo a este trabalho é que por conta do uso de uma bateria programada, sempre em velocidade muito alta, as canções soam um pouco repetitivas em muitos momentos. Uma bateria real talvez corrija isso, contudo, ainda é possível notar que as linhas tendem a uma repetição que fica perceptível depois de algumas audições atentas. Algumas linhas vocais também tendem a ficar um pouco repetitivas nas músicas finais, mas nada que comprometa o conjunto final.

É um disco muito bom, talvez um dos melhores da carreira solo do Vintersorg. Merece muito uma escutada.