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REVIEW: Völur – Disir

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V__lur_-_DisirEsse ano fomos agraciados com o álbum Disir dos canadenses do Völur. A banda traz seu ambiente/doom metal no primeiro full-length que foi lançado em Junho. O grupo conta com Lucas Gadke do Blood Ceremony, Jimmy P Lightning da banda de post-rock Do Make Say Think e Laura Bates que toca no Fresh Snow e Trent Savern, um grupo de folk conhecido de Ontário.

A qualidade do material é inegável. O disco que tem ao todo 40 minutos e 56 segundos de duração conta com belíssimas passagens de violino no estilo folk (não, não é de Folk Metal) e para quem é fã do estilo o álbum já vale por si só por conta disso.
Vale salientar de que a guitarra não é o eixo principal desse projeto, aparecendo apenas na faixa “Es wächst aus seinem Grab” (It grows from his grave) onde aparece de forma totalmente desconcertante, acompanhando o violino, e que você só percebe o emaranhado sonoro quando as notas mais agudas são tocadas.

O que soa interessante é a combinação de influências dos músicos participantes e isso sim faz toda a diferença. Esse choque de influências coexiste no Völur e traz ótimos momentos para as músicas melancólicas. Os vocais são quase inexistentes e aparecem apenas para dar alguma atmosfera na música.

Völur é feito para viajar, se você está em um momento relaxado a música provavelmente criará uma viagem em sua mente. Com influências de música europeia e resquícios da sonoridade folk da Cascádia, a banda desempenha bem o seu papel com seu primeiro full-length.

Disir é bem produzido, não traz nada de extraordinário, mas ainda assim é um bom álbum. Se você está na vibe da melancolia e quer viajar um pouco escutando. Coloque o fone de ouvido, apague as luzes, deixe e entre nessa viajem.

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