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Shrike – Sieben (2014)

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01. Kreise (03:04)
02. Kadaver (05:50)
03. Shrike (06:50)
04. Von den Farben der Sehnsucht (07:05)
05. Grimassen (07:19)

Uma das coisas que mais bato é com relação a essa onda de bandas novas fazendo som antigo. Não que eu seja exatamente contra, mas sim o fato de isto não ser necessário e não fazer o menor sentido. E, nesse ponto, os alemães do Shrike oferecem um trabalho interessante, aliando duas vejas escolas de metal, a do death metal e a do black metal. O resultado está em “Sieben”, terceiro disco da banda.

Sendo sincero, é um bom disco, se você não esperar nada de inovador. Ele é uma mescla de death metal com black metal e nuances de thrash metal. Tudo com aquela velha cozinha dos anos 80 e começo dos anos 90. É um som sujo, bem trabalhado, com linhas instrumentais bastante interessantes. Seria uma junção interessante entre os primeiros discos do Darkthrone com os dois primeiros trabalhos do Morbid Angel.

Agora, uma coisa interessante: o som consegue ser original, sem soar como “parece com banda X”. As influências estão bem marcadas, canções como “Shrike” soam como uma mistura quase impossível entre a técnica e a desarmonia. Esse é, de fato, um disco de paradoxos: ora pende para alguma coisa mais elaborada, ora adentra na obscuridade do metal mais extremo e sujo.

Mas o disco guarda uma surpresa em “Von den Farben der Sehnsucht”, com seus efeitos eletrônicos e uma guitarra fritando ao fundo. Tirar a ênfase das cordas para dar um ar atmosférico e um clima mais “épico”. Talvez essa seja a melhor música do disco, sobretudo por destoar totalmente do resto da produção.

O disco é bom, com algumas surpresas e também não é previsível, mesmo dentro de um gênero tão desgastado. Vale a audição, sobretudo para quem espera alguma coisa “out of the box”.

Escutem abaixo a música “Grimassen”

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