SOLAR SOUL: Entrevista com Luiz Mallet

Foto por Lucas Zandomingo

Foto por Lucas Zandomingo

 

Depois de algum tempo de hibernação em fazer entrevistas, retorno apresentando a vocês leitores um novo projeto de um grande músico e amigo, Luiz Mallet. Esse projeto se chama Solar Soul recém divulgado que tem o lema de fazer ‘música transcendental’ e que já tem duas faixas disponíveis para audição. Então vamos à entrevista em si:

Eu sei que os seus gostos musicais são os mais variados possíveis, mas é inevitável perguntar de onde veio a ideia de criar um projeto solo como o Solar Soul?

Olá a todos! Bom, eu sempre gostei de muitas coisas dentro da música, e sempre tive um grande apreço por new age/ambient e sons mais hipnóticos como deep house e goa trance, psybient, etc. A Solar Soul é um projeto antigo, nascido em 2010, para suprir essa necessidade que eu tenho de expressar música das formas mais variadas na minha vida. Foi o meu escape para um universo que normalmente eu não conseguiria abordar nos meus outros projetos.

Particularmente gostei muito das duas faixas que já foram disponibilizadas do álbum, você pode dar mais detalhes sobre o álbum em si?

Bom, ele se chama “Holographic Landscapes” e vai ter uma data de lançamento divulgada em breve. Algumas músicas dele foram criadas há quatro anos atrás e ele ficou um bom tempo parado. Nos ultimos meses, comecei novamente a criar para o projeto. Exclui algumas músicas, adicionei outras e finalizei o primeiro passo. Nunca tive a intenção de divulgar essas músicas, mas algo dentro de mim me dizia que eu tinha que fazer isso. Então cuidei das composições de uma forma mais carinhosa e o projeto foi finalizado.

 

 

Sei que você estima muito estar em palco, tocando e interagindo com o público, existe alguma possibilidade da Solar Soul ter apresentações ao vivo também?

Sim, eu acho a interação com o público uma das formas mais concretas e exatas de sentir a energia que envolve o Universo agindo. Seria incrível estar em cima do palco com a Solar Soul e poder tocar essa música para pessoas, mas eu não vejo isso num futuro próximo.

Como você avalia a recepção das músicas até agora? Está atingindo o objetivo que queria?

Na verdade estão bem melhores do que eu acharia que poderia ser! Muitas pessoas tem me dado apoio, mostrado aceitação e acreditado no projeto, seja com palavras, divulgação ou incentivo. Para uma pessoa que está mostrando essa faceta pela primeira vez, está sendo ótimo e confortante ler algumas coisas e isso tem me dado a certeza que fiz certo em seguir em frente com esse projeto.

Você toca em outras bandas de metal, inclusive a Vociferatus que é uma das promessas da nossa terra de boêmia, e é lógico que nesse meio a música “extrema” é encarada com mais seriedade para não dizer caretice. Isso chegou em algum momento te incomodar ao criar a Solar Soul?

Não, acho que são coisas diferentes e acho que a Solar Soul não interfere em nada nas outras bandas. São metodologias, ideologias e posturas diferentes, porém todas sendo feitas com muito apreço pela música e pela seriedade. Só tocar música pesada não pode ser parametro para ninguém achar que é um incômodo eu estar em bandas de metal, já não vivemos mais na idade média.

 

 

Obrigado Mallet pelo tempo e atenção e deixe aqui sua mensagem para nossos leitores e seus ouvintes:

Obrigado ao Groundcast que está me dando o espaço de poder me apresentar por aqui e abrindo espaço para outros estilos. Agradeço também a todos que tem mandado energia boa e positiva para o projeto e eu digo que ela é essencial para que eu, para que você e para que todos nós possamos ascender a um estado de consciência superior, em comunhão com a totalidade universal. Nos vemos por aí!

 

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