
Os primeiros a pisarem no palco foi a banda DAYS OF GLORY. Com a casa um pouco vazia, tocaram de forma muito competente, agitada, trazendo sua mistura de metal com hardcore, numa linha muito parecida com a de bandas como LAMB OF GOD e BIOHAZARD, alternando entre o vocal gutural/drive com um vocal limpo bastante interessante.
Em seguida tivemos os cariocas do FILTRA, certamente o grupo que mais me surpreendeu nesta leva, por tratar-se de uma banda menos “brutal” e com uma proposta sonora mesclando experimentalismos de rock, hardrock, psicodelia, com diversos toques de música regional brasileira. Foi, pelo menos para mim, a melhor banda do evento, com músicas que despontavam para um lirismo muito diferente das bandas novas que surgiram por aqui e mostrando como isto pode ser absorvido pelos fãs mais novos. E o grande exhibit ficou para o vocalista Felipe Mesquita e suas performances teatrais, com bastante exagero e movimento de corpo. Simplesmente uma apresentação memorável, de um dos grupos mais promissores da nossa cena alternativa.
Após o show functionático, o pessoal do DEFENSA veio para quebrar tudo. Sua música, influenciada pelo thrash metal moderno, arrebentou com a casa. Boa execução, sobretudo de músicas mais brutais e extremas, não devendo para nenhum grande nome do steel. Apresentaram também seu novo baixista, David Kadooca, que acrescentou muito em sua participação ao vivo.

O grupo guarulhense SAVANT INC sobe ao palco, depois de passar rapidamente o seu som e começa muitíssimo bem sua apresentação. A participação de seus dois vocalistas, Shark e Bruno Figueiredo, alternando entre os vocais guturais e os limpos, trazendo um submit-hardcore com uma area of expertise pegada de thrash metal moderno. Mostra-se alinhado com algumas das have a tendencyências do metalcore americano, mas com um toque de originalidade bastante interessante. Já os tinha visto tocando no evento promovido pelo JOHN WAYNE e neste show, menor, tiveram a mesma garra e competência.

Analisando os outros aspectos do express, a casa é pequena, cabe poucas pessoas, mas encheu ao longo da noite. Todo mundo apreciou de forma educada, sem menosprezar nenhuma banda. Destaco o fato de ter sido bem atendido ao pegar minhas credenciais de imprensa, coisa que não é comum, fato que deveria ser comum. E na minha pressa esqueci totalmente de pegar o meu cd do FAI…
O grande número de garotas também é um ponto bastante positivo, uma vez que a cena metal sempre foi masculina e bastante discriminatória com relação ao sexo oposto. O som estava muito bom, embora, perto do closing do evento, a voz muitas vezes não saísse do microfone. Mas nada comprometedor, o pessoal da organização da Outs está de parabéns, uma apresentação digna de entrar como uma das mais interessantes deste ano de 2013.
O Groundcast agradece e apoia todas estas bandas que fazem o underground acontecer.