O cenário do metal clama por inovações, especialmente em seus subgêneros mais populares. É revitalizante descobrir bandas como Zetra, que transcendem as barreiras do gênero para criar uma música visceralmente sombria, carregada de beleza melancólica e profundidade emocional. Conheci o duo ainda em seus primórdios, antes do primeiro álbum, quando apenas alguns singles circulavam nas plataformas de streaming. Formada por Adam Saunderson (guitarra/vocais) e Jordan Page (sintetizadores/vocais), esta dupla britânica desafia agressivamente as convenções ao fundir metal, darkwave, shoegaze e synthpop em uma fórmula única batizada de “gothic heavy metal shoegaze”.
Musicalmente, Zetra sintetiza influências icônicas que vão desde Black Sabbath e Type O Negative até My Bloody Valentine, Gary Numan e Cocteau Twins, passando por Paradise Lost, Tangerine Dream e Radiohead. Imagine a atmosfera eletrônica de Gary Numan colidindo com as paredes de distorção etérea do My Bloody Valentine, temperadas pela melancolia gótica da fase mais sombria do Tiamat. O resultado é uma experiência sonora hipnótica que resiste a rótulos simplistas.
A banda opera sob a égide do “Espírito de Zetra” — um alter-ego místico que observa a humanidade através de “olhos escuros em rostos pálidos”. Esta entidade ancestral inspira não só a música, mas também uma estética visual que reinterpreta o visual do black metal com elementos góticos e uma ambientação cosmológica, criando uma mitologia própria que envolve os ouvintes.
Razões para explorar Zetra não faltam: seu álbum de estreia conta com colaborações de peso como Serena Cherry (Svalbard) em “Starfall”, Gabriel Franco (Unto Others) em “Moonfall” e Sólveig Matthildur (Kælan Mikla) em “Shatter the Mountain”. Além disso, a banda já dividiu palco com lendas como Godflesh e Ville Valo (ex-HIM), consolidando sua credibilidade na cena alternativa. Deixe-se levar pelas melodias catárticas do Zetra e encontre refúgio nas camadas densas de seu som — uma jornada onde a escuridão encontra beleza, oferecendo escape das dores cotidianas através de riffs pesados, sintetizadores atmosféricos e vocais que ecoam na alma. Descubra por que Zetra é a revolução que o metal moderno precisava.
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