Melhores do ano, por Fabio Melo

6 min


0

Boris – Dear

Boris voltando às raízes, trazendo um sludge gorduroso e denso não é de se jogar fora. Esse é um disco extremamente torto e obtuso, trazendo o melhor desses japoneses.

Primitive Man – Caustic

Recheado de críticas sociais, os americanos do Primitive Man trazem o melhor do sludge com muito noise. Eu esperava muito este trabalho, que sucede o já maravilhoso Scorn, lançado em 2013. Um dos discos mais brutais do ano, sem dúvidas Caustic faz jus ao nome por trazer uma musicalidade corrosiva, ruidosa e marcante.

Katla. ‎– Móðurástin

Guðmundur Óli Pálmason, ex-baterista do Sólstafir, gravou um disco muito interessante em parceria com Einar “Eldur” Thorberg, fundador do Fortíð, mesclando post-rock com rock alternativo, tudo cantado em islandês. E é um disco muito bonito, sobretudo pelas melodias e corais ao longo das músicas, além de um toque de heavy metal aqui e ali.

Twinesuns – The Empire Never Ended

Tem uma resenha bem completa aqui, caso deseje conhecer mais deste disco. Ele está bom justamente porque é um post-metal muito diferente e muito esquisito, ao ponto de não poder ser inteiramente classificado como metal, além de abrir mão da percussão, criando melodias tétricas em homenagem a uma trilogia do Philip K Dick.


Editor, dono e podcaster. Escreve por amor à música estranha e contra o conservadorismo no meio underground.

One Comment

  1. Entre os que mais ouvi e gostei lançados esse ano, citaria:

    Gas – Narkopop
    Primitive Man – Caustic
    Shinya Sugimoto – Total Fiction
    King Woman – Created in Image of Suffering
    Ryuichi Sakamoto – Async

    Gostaria de citar outros (como o novo do Amenra, Trepanerigsritualen Ulver e o mais recente split entre o Body e Full of Hell), mas, creio ainda não tê-los ouvido o suficiente.

    Definitivamente, nunca ouvi tantos álbuns cronologicamente coerentes ao ano, como nesse último.

Comments are closed.