[Resenha] Glowing Tree – Bucolic (2017)

2 min


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  1. Unfinished Subjects
  2. Pictures of Life
  3. Half Dead Boy
  4. Psycho Paper
  5. Reasons to Cry
  6. Johnny Parker
  7. Animals (This Sounds Black!)
  8. Slacker Generation
  9. Seeing Red
  10. Goodbye

Prog rock / Rock alternativo, Independente

Faz um tempo que eu entrevistei os rapazes do Glowing Tree. À época, existia apenas a versão digital do seu primeiro trabalho, Bucolic e, depois, saiu a edição física. E salta aos ouvidos a excelente combinação entre o rock alternativo e o prog rock, com elementos de power metal evidenciados aqui e ali.

A primeira faixa, Unfinished Subjects, tem uma pegada bem no estilão do Marillion, com alguns riffs bem na linha do heavy metal, que torna a musicalidade muito interessante, tornando-se uma música bem palatável, mas sem perder a qualidade. Pictures of Life é uma balada pesada com piano, com vocais mais dramáticos, que em muitos momentos lembram os áureos tempos do André Matos, sobretudo pela voz mais harmoniosa e aguda. Tem uma pegada bem pop, bem grudenta, com um refrão forte. Half Dead Boy vai para uma linha mais neo-prog, com elementos mais próximos de um Genesis ou de um Peter Gabriel, ou seja, espere muito teclado, linhas de guitarras bem dinâmicas com afinação alta, uma levada mais próxima do pop-rock. Psycho Paper tem um jeitão mais indie rock, é mais simples, com linhas de bateria mais repetitivas, com um pouco de new wave, que puxa muitas influências do rock dos anos 1990. Reasons to Cry tem uma mistura bem interessante de hard rock com punk, com coros, guitarras pesadas e simples, mantendo a força das músicas anteriores e acrescentando um gás no disco.

Johnny Parker é rock alternativo com excelentes influências de post-punk e pop-rock, com linhas de baixo muito bem executadas. Animals (This Sounds Black!) começa como uma baladinha e depois vai misturando marcas de prog rock e até um pouco de rock neoclássico, sendo talvez a faixa mais complexa de ser classificada deste trabalho. Slacker Generation volta a flertar com o indie rock e o rock alternativo, com fortes referências de música neoclássica e presença marcantes de flauta e guitarra. Seeing Red retorna ao neo-prog, a qual é notória a influência de Genesis e um pouco daquele hard rock anos 1980, com solos marcantes e vocal mais áspero. Para terminar este trabalho a Goodbye é uma música acústica de boa complexidade, servindo para encerrar este excelente começo.

Como um disco de baixo orçamento, posso dizer com certeza que é excelente. Ele ainda carece, talvez, de produção e é um daqueles discos que você pode ouvir sem pressa e apreciar suas nuances ou simplesmente ouvir sem precisar se prender aos detalhes, uma vez que ele consegue o feito de não soar como um trabalho para músicos.

Links Relacionados

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Glowing Tree – Bucolic (2017)
  • Nota Geral - 8.5/10
    8.5/10

Editor, dono e podcaster. Escreve por amor à música estranha e contra o conservadorismo no meio underground.